Um grupo de pescadores foi autuado em flagrante por pesca predatória na região de Porto Basílio, em Querência do Norte (a cerca der 120 quilômetros de Umuarama), em uma operação realizada pela Polícia Ambiental. A equipe recebeu informações de agentes do Denarc da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública Municipal sobre suspeitos transportando grande quantidade de peixes oriundos de pesca ilegal.
Ao se aproximarem do local, os policiais localizaram um veículo suspeito. Ao perceber a presença da viatura, o condutor entrou rapidamente no quintal de uma residência rural e jogou um cobertor contendo diversos peixes, tentando se livrar da carga. Durante a abordagem, constatou-se que a carroceria do veículo estava molhada. Ao retornar ao quintal, os agentes localizaram e recolheram os peixes descartados.
A fiscalização revelou que os pescadores utilizavam petrechos proibidos, incluindo arpão, para capturar os exemplares. No total, foram apreendidos 89,1 kg de peixes, incluindo dourados, pintados, piaparas e corimbatas, muitos abaixo do tamanho regulamentar e espécies proibidas. Todos os peixes apresentavam furos pelo corpo, característicos da pesca com arbalete.
O responsável pelo veículo foi preso em flagrante e autuado na delegacia da comarca. Os demais envolvidos, que estavam em outra caminhonete, foram identificados e também serão autuados; eles já haviam sido detidos em 2023 pela mesma prática. A operação resultou na apreensão de um barco de 6 metros, um motor de popa de 30 HP e uma carreta reboque utilizados na pesca ilegal.
Os peixes apreendidos foram doados a uma entidade beneficente, evitando desperdício e aproveitando o alimento para a comunidade. No total, foram lavrados 12 autos de infração ambiental, totalizando R$ 65.125,00 em multas, e o prejuízo estimado ao crime chega a R$ 100 mil. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares utilizados na comunicação entre os envolvidos.
As infrações constatadas incluem a captura de espécies proibidas (como dourados); o uso de petrechos ilegais, incluindo arpão; a captura de quantidade superior ao permitido e a pesca de exemplares com tamanho inferior ao permitido por lei.
Um analista ambiental responsável pela operação destacou que a ação reforça a importância da fiscalização e do cumprimento das normas ambientais. “A pesca predatória não apenas ameaça espécies nativas, como prejudica o equilíbrio dos rios e toda a cadeia ecológica. Além de responsabilizar os infratores, precisamos conscientizar a população sobre práticas sustentáveis”, afirmou.
A operação evidencia a atuação do Estado na proteção dos recursos naturais e no combate a crimes ambientais, mostrando que medidas rigorosas, incluindo multas e apreensões de equipamentos, são fundamentais para a preservação das espécies e dos ecossistemas locais.