A movimentação atípica registrada na noite de ontem (domingo, 11) em uma área rural de Perobal chamou a atenção das autoridades e de moradores da região. Um grande grupo de pessoas montou um acampamento às margens da Estrada Pinhalzinho, nas proximidades de uma propriedade agrícola conhecida como Fazenda Agro Felicetti, o que motivou a atuação da Polícia Militar.
Por volta das 20h20, equipes do Destacamento da PM de Perobal foram acionadas após denúncias sobre a concentração de pessoas, veículos e barracas nas imediações da fazenda, localizada no Lote 38. Ao chegar ao local, os policiais constataram a presença de centenas de integrantes ligados a um movimento social, além de estruturas improvisadas de acampamento. No momento da fiscalização, ocorria uma reunião entre os participantes, acompanhada de apresentação musical.
Diante do cenário, a situação foi classificada como sensível, devido à proximidade do acampamento com a área produtiva e ao potencial risco à posse da propriedade rural. A equipe policial também se deslocou até a sede da fazenda para conversar com o responsável pelo local, a fim de colher informações e tranquilizar os moradores.
Em seguida, os policiais retornaram ao acampamento e estabeleceram contato com representantes e lideranças do grupo. No diálogo, os PMs foram informados que parte dos integrantes permaneceria no local por tempo indeterminado. Segundo os organizadores, a permanência teria caráter preventivo, motivada por informações sobre a possível chegada de outro grupo à região.
A Polícia Militar realizou fiscalização em todo o perímetro e não constatou danos ao patrimônio rural nem a presença de armas de fogo. Durante toda a abordagem, os participantes mantiveram comportamento pacífico e colaborativo.
Sem a existência de ordem judicial que justificasse intervenção mais rigorosa, a PM optou por intensificar o policiamento preventivo e ostensivo, priorizando a mediação e a orientação. As lideranças foram alertadas sobre as implicações legais de qualquer tentativa de invasão ou ocupação irregular da propriedade.
Segundo a corporação, as ações tiveram como objetivo preservar a ordem pública e garantir a segurança tanto dos proprietários rurais quanto dos integrantes do movimento. A ocorrência foi devidamente registrada e encaminhada à Polícia Civil, que ficará responsável pelos encaminhamentos legais e eventual acompanhamento do caso.