O alto número de acidentes decorrentes da imprudência dos motoristas, principalmente por conta do excesso de velocidade, tem causado muitas mortes em Umuarama, além de dezenas de feridos e prejuízos materiais. O quadro preocupa o prefeito Fernando Scanavaca, ainda mais porque muitas das vítimas são jovens que acabam se perdendo ainda no início da vida, abreviando carreiras promissoras, conquistas e o sonho de constituir família.
Nos últimos dois anos, de acordo com as autoridades do trânsito, 32 pessoas morreram vítimas de acidentes nas ruas e avenidas de Umuarama, bem como nos trechos de rodovias que cortam a área urbana. “São muitas vidas que estão sendo perdidas por imprudência, por falta de atenção e principalmente por abuso na velocidade, um problema sério em nossa cidade”, lamentou o prefeito.
Por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana (Sestram), a administração tem mapeado e monitorado os pontos mais críticos de excesso de velocidade e incidência de acidentes. Diversas medidas já foram tomadas para combater abusos e reduzir o número de vítimas, porém os resultados nem sempre são satisfatórios porque é impossível fiscalizar a cidade toda ao mesmo tempo.
“A imprudência e o desrespeito às regras de trânsito, além das distrações durante a condução do veículo, são as causas mais comuns de acidentes”, aponta o secretário Valdecir Capelli (Sestram).
Ele lembra que o município tem intensificado investimentos para manter a sinalização sempre em boas condições, ampliado a sinalização semafórica e a fiscalização eletrônica nos semáforos para evitar avanço de sinal vermelho, realizado intervenções em vias movimentadas (rotatórias) e o monitoramento por câmeras. “Mesmo assim, os acidentes continuam. Inclusive neste ano, com poucos dias, já tivermos morte no trânsito na região central”, acrescentou.
Conforme quadro estatístico do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), Umuarama teve 1.280 acidentes registrados em 2024, com 17 mortes (15 no local) e 634 pessoas feridas. No ano passado o número aumentou para 1.369 acidentes, com 657 feridos e 15 mortes. As colisões laterais e transversais lideram o quadro de sinistros (725), além de colisões traseiras (228), choques (116) e colisões frontais (86), geralmente as mais graves.
No ano passado, 2.925 pessoas se envolveram em acidentes na cidade, a maioria conduzindo ou ocupando automóveis (1.066) e motocicletas/motonetas (579). As vias com maior número de acidentes foram as avenidas Paraná (128), Dr. Ângelo Moreira da Fonseca (105), Rio Grande do Norte (45), Londrina (39), Parigot de Souza (37) e Presidente Castelo Branco (36). A avenida Portugal e a rua Governador Ney Braga registraram 34 acidentes cada.
Os cruzamentos mais perigosos, em volume de acidentes, foram Ney Braga com Paraná (11), Cambé com Paraná, Ministro Oliveira Salazar com Flórida e Ministro Oliveira Salazar com Arapongas (8 cada).
O secretário Capelli reforça que tem aplicado medidas para melhorar o trânsito em diversos pontos, rotatórias em avenidas movimentadas, eliminando estacionamento em ruas estreitas, adequações para dar mais fluxo e segurança. “A gravidade dos acidentes aumenta à medida que o motorista excede na velocidade. Quanto mais rápido o veículo trafegar, mais letal se torna o acidente, ainda mais quando envolve motociclistas, resultando muitas vezes em mortes no trânsito”, lamentou.
A Sestram já tentou quase todas as medidas possíveis para melhorar essa estatística, mas isso depende do cuidado dos condutores, do respeito à sinalização e aos limites de velocidade. “A conscientização nem sempre produz o efeito esperado, então a saída talvez seja endurecer a fiscalização”, completou o prefeito Fernando Scanavaca.