Geral Crime de ódio
Ministério Público denuncia servidor por apologia ao nazismo no Paraná
Publicações com símbolos e frases nazistas nas redes sociais levaram à prisão preventiva e denúncia do Ministério Público
19/01/2026 09h30
Por: Alex Miranda
Ilustrativa

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia criminal contra um servidor público de 45 anos acusado de fazer apologia ao nazismo por meio de publicações em redes sociais. O caso foi formalizado pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Irati, no Sudeste do Estado, e envolve a divulgação reiterada de símbolos e mensagens associadas a uma das ideologias mais violentas da história.

De acordo com a denúncia, o servidor teria utilizado plataformas digitais para veicular conteúdos de cunho nazista em pelo menos cinco ocasiões distintas. Em um aplicativo de mensagens, ele publicou como status frases e imagens ligadas ao regime liderado por Adolf Hitler, incluindo a saudação “Heil Hitler”, a cruz suástica e a bandeira nazista. Em uma das postagens, sob a imagem da bandeira, ainda foi inserida a frase com tom de deboche e ameaça: “Vem muita desgraça e morte para todos hahaha”.

As investigações apontam que as publicações ocorreram entre os meses de outubro e dezembro do ano passado, período em que o conteúdo ficou disponível para visualização de outros usuários. Para o Ministério Público, as postagens caracterizam claramente a intenção de divulgar e exaltar símbolos de uma ideologia baseada no ódio, na discriminação e na violência.

A conduta é enquadrada na Lei Federal nº 7.716/1989, que define como crime a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou outros elementos nazistas para fins de divulgação do nazismo. A legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Diante da gravidade dos fatos e do risco de continuidade das condutas, a Justiça decretou a prisão preventiva do denunciado, cumprida no dia 31 de dezembro. Atualmente, ele permanece recolhido na Cadeia Pública de Curitiba, à disposição do Poder Judiciário.

O caso reforça a atuação do Ministério Público no combate a crimes de ódio e à propagação de ideologias extremistas, que atentam contra os princípios constitucionais da dignidade humana e da convivência democrática.