Os umuaramenses começaram o ano de 2026 com um leve aumento na disposição para consumir, ainda que mantendo cautela diante do cenário econômico. É o que revela o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que atingiu 93,1 pontos em janeiro, apresentando alta de 0,9% em relação ao mês de dezembro, na avaliação feita no Estado do Paraná. O indicador é elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio Paraná.
Apesar de o índice permanecer abaixo da linha de 100 pontos – patamar que indica satisfação plena quanto às condições de consumo –, o avanço sinaliza uma melhora gradual na percepção das famílias sobre emprego, renda e capacidade de compra. Especialistas apontam que fatores como a manutenção do mercado de trabalho e a expectativa de maior estabilidade econômica contribuem para esse movimento.
O levantamento avalia diferentes componentes, como emprego atual, perspectiva profissional, renda, acesso ao crédito e momento para aquisição de bens duráveis. Em conjunto, esses fatores ajudam a mapear o comportamento do consumidor e a antecipar tendências do comércio.
Para o setor empresarial, os dados são vistos com moderado otimismo. Em Umuarama, a Associação Comercial, Industrial e Agrícola (Aciu) acompanha atentamente os indicadores e enxerga na elevação do ICF um sinal positivo, ainda que cercado de desafios.
A presidente da Aciu, Carla Frasquette, avalia que o crescimento do índice reforça a importância de planejamento e estratégia por parte dos empresários. “A Associação vê esse avanço como um indicativo de que o consumidor começa a recuperar, aos poucos, a confiança. No entanto, é um movimento que exige cautela. O empresariado precisa estar atento às mudanças no comportamento do cliente, investir em atendimento, inovação e competitividade para aproveitar esse momento da melhor forma possível”, destacou.
Segundo ela, a expectativa é de que setores como comércio varejista, serviços e alimentação sintam primeiro os reflexos dessa melhora. “Quando a intenção de consumo sobe, mesmo que timidamente, abre-se uma janela de oportunidade para aquecer vendas, gerar empregos e fortalecer a economia local”, acrescentou.
A Fecomércio-PR ressalta que a tendência de crescimento depende, em grande parte, da evolução dos indicadores macroeconômicos ao longo do ano, como inflação, juros e geração de empregos. Caso esses fatores se mantenham sob controle, a projeção é de que a intenção de consumo continue avançando nos próximos meses.
Enquanto isso, o cenário desenha um começo de ano marcado por prudência, mas também por expectativa. Para consumidores e empresários, 2026 se inicia com sinais de melhora gradual, reforçando a importância do equilíbrio entre confiança e responsabilidade financeira.