Em Cruzeiro do Oeste, a noite de ontem (terça-feira, 10) quase ganhou aroma de picanha na brasa — quase. O que prometia ser um churrasco “econômico” acabou virando caso de polícia depois que um casal decidiu que duas peças do nobre corte poderiam sair do supermercado direto para a mochila, sem a parte menos empolgante da experiência: o pagamento.
Segundo a Polícia Militar, acionada pelo 7º BPM, a proprietária do estabelecimento percebeu que alguns produtos do açougue haviam feito um passeio não autorizado. As imagens das câmeras mostraram um homem de 30 anos e uma mulher de 34 escolhendo as peças com aparente critério gastronômico e, na sequência, acomodando a futura estrela do churrasco na mochila dela. Tudo muito prático — exceto pelo detalhe da legalidade.
A dupla deixou o mercado como se estivesse apenas organizando o cardápio da noite. O plano, ao que tudo indica, era simples: garantir a picanha e seguir para casa, onde provavelmente já se imaginava o carvão aceso e a farofa na mesa. O que não entrou na receita foi o sistema de monitoramento, sempre atento aos “clientes” mais criativos.
Com as imagens em mãos, a equipe policial localizou o casal nas proximidades de outro supermercado. Na abordagem, veio a confirmação: dentro da mochila, estavam as duas peças de picanha que não passaram pelo caixa. O churrasco, oficialmente, estava cancelado antes mesmo de começar.
Durante a prisão, foi necessário o uso de algemas devido ao comportamento alterado dos suspeitos. Os cortes foram recuperados e devolvidos ao estabelecimento. Já os aspirantes a mestres da grelha foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde o único “calor” garantido não vinha da churrasqueira, mas das consequências legais do improviso culinário.