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Entre os melhores resultados do País: Paraná alcança 93% de execução orçamentária em 2025
Conforme apresentado na audiência, o Paraná teve o sexto maior orçamento do Brasil, com um total atualizado de R$ 82,7 bilhões
25/02/2026 10h00
Por: Alex Miranda
Valdir Amaral/ALEP

O Paraná teve a terceira melhor execução orçamentária de todo o Brasil em 2025. Cerca de 93% do orçamento proposto para o ano foi executado até o fim do exercício, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O resultado foi um dos destaques do Relatório de Gestão Fiscal de 2025 apresentado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O balanço do último quadrimestre também trouxe dados sobre investimentos, receita e demais despesas, reforçando o panorama positivo das finanças estaduais.

Conforme apresentado na audiência, o Paraná teve o sexto maior orçamento do Brasil, com um total atualizado de R$ 82,7 bilhões. Já as despesas liquidadas somaram R$ 77,1 bilhões, o equivalente a 93% do orçamento — um aumento de R$ 8,9 bilhões em relação a 2024, quando a execução ficou em 83%.

Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o pódio nacional é fruto de uma política fiscal construída com planejamento e disciplina ao longo dos últimos anos. “Sempre pontuamos a necessidade de melhorar a qualidade do nosso planejamento orçamentário. Tínhamos números recordes, mas a entrega não acompanhava o mesmo ritmo. E, com o esforço de todos, mudamos isso drasticamente”, destacou.

“O acompanhamento passou a ser diário com órgãos para garantir um melhor ritmo de execução. Assim, o planejamento passou a orientar decisões, investimentos e prioridades — e isso se traduz em serviços públicos mais eficientes”, acrescentou.

O secretário explicou que o novo sistema de monitoramento da execução orçamentária adotado pela Secretaria da Fazenda tornou o processo mais eficiente e ritmado ao longo de todo o ano, evitando a concentração de despesas na reta final do ano, como acontecia no passado.

Dessa forma, o Paraná está apenas atrás do Amazonas e do Pará no cenário nacional e lidera o recorte regional, ocupando o 1º lugar no ranking do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), superando economias como São Paulo e Santa Catarina. “O resultado coloca o Paraná entre as unidades da federação com maior capacidade de transformar planejamento em obras e entregas concretas. O Estado mostrou que é possível fazer mais e melhor com responsabilidade”, disse Ortigara.

Esse bom planejamento orçamentário aparece também na forma de outro número — o de restos a pagar. Ao todo, foram R$ 4,1 bilhões empenhados e que não foram executados até o fim do exercício — valor 35% menor do que o registrado em 2024.

GASTO DE QUALIDADE

A melhora na execução orçamentária se reflete em uma melhora na qualidade dos gastos realizados pelo Estado. Exemplo disso é que, em 2025, o Paraná cumpriu todas as exigências constitucionais em educação, saúde e ciência e tecnologia.

No caso da educação, por exemplo, foram empenhados R$ 19,2 bilhões — o que corresponde a 33,54% da Receita Líquida de Impostos (RLI). A maior parte desse montante foi destinada para a valorização do magistério e em ações de desenvolvimento da educação básica.

Já no caso da saúde, foram R$ 7,1 bilhões empenhados (12,21% da RLI), com destaque para o fortalecimento da gestão hospitalar — ou seja, garantindo o bom atendimento à população em todo o Estado.

“Mais do que ampliar investimentos, o Estado conseguiu qualificar a aplicação dos recursos. O planejamento adequado catalisou as entregas para a população paranaense, sem desperdício de recursos”, explicou o diretor de Orçamento da Secretaria da Fazenda, Tadeu Cavalcante. “Essa é a fórmula do sucesso paranaense”.

OUTROS DESTAQUES

Ainda durante a audiência, o Ortigara ressaltou o valor recorde em investimentos obtido pelo Paraná em 2025. Foram R$ 7,18 bilhões empenhados ao longo do ano, valor cerca de 12% superior aos R$ 6,41 bilhões registrados em 2024 — e mais do que o dobro dos R$ 3,2 bilhões de 2018. O recorde também diz respeito aos investimento liquidados, ou seja, que foram efetivamente pagos. Foram R$ 5,95 bilhões frente aos R$ 3,3 bilhões do ano anterior.