A Universidade Estadual de Maringá (UEM) realizou um minicurso voltado à capacitação de professores para o uso da Realidade Virtual (RV) como ferramenta pedagógica no ensino superior. A formação aconteceu no espaço de coworking do Technopark Umuarama e reuniu docentes dos cursos de Ciência da Computação e engenharias Civil, Ambiental e de Alimentos, do campus de Umuarama.
O curso foi organizado pelo professor Frank Kiyoshi Hasse, docente em Engenharia Civil da UEM, e ministrado pelo professor Arthur Lucena, do Departamento de Tecnologia da universidade. Arthur é doutor em Engenharia Civil e desenvolve pesquisas nas áreas de inovação tecnológica, gamificação e realidade virtual, aplicadas à educação e à engenharia.
Na capacitação, os participantes tiveram contato com aplicações práticas da tecnologia utilizando óculos de realidade virtual do Technopark. A experiência incluiu visualização de vídeos em 360 graus, simulações interativas e exploração de ambientes virtuais que permitem deslocamento físico dentro do cenário digital.
A proposta foi apresentar a Realidade Virtual como metodologia ativa de ensino, capaz de ampliar a compreensão espacial dos estudantes, reduzir barreiras logísticas e proporcionar aprendizagem mais imersiva e experiencial. Foram discutidas visitas técnicas virtuais, análise de relevo em 3D, simulações de riscos e visualização de projetos arquitetônicos e industriais em escala real.
A metodologia trabalhada na formação destacou três etapas fundamentais para o sucesso de aulas imersivas: o preparo teórico, a vivência da experiência em realidade virtual e o debate reflexivo posterior, que permite consolidar os conhecimentos adquiridos.
“A Realidade Virtual tem potencial para transformar o ensino das engenharias ao permitir que estudantes ‘entrem’ virtualmente em obras, laboratórios ou indústrias, compreendendo escalas, fluxos e interferências sem os custos e riscos associados aos ambientes reais”, explicou o professor Arthur Lucena.
Na Engenharia Civil, a tecnologia contribui para a compreensão de projetos arquitetônicos; na Ambiental, possibilita a análise de relevo e impactos territoriais; na área de Alimentos, permite explorar layouts industriais com restrições sanitárias; e na Computação, abre oportunidades para o desenvolvimento de novas aplicações voltadas à pesquisa e inovação.
Para o prefeito Fernando Scanavaca, iniciativas como essa fortalecem o desenvolvimento tecnológico do município. “Investir em inovação e aproximar a universidade de ambientes como o Technopark é fundamental para preparar profissionais aos desafios do futuro”, disse. “Umuarama está comprometida em apoiar iniciativas que tragam tecnologia, conhecimento e novas oportunidades para nossa cidade”, destacou.
O secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Júnior Ceranto, ressaltou o papel do Technopark como espaço de integração entre ensino, pesquisa e inovação. “O parque tecnológico foi criado para ser um hub de inovação aberto à comunidade acadêmica e às instituições de ensino. Quando a tecnologia entra na sala de aula, ampliamos a capacidade de formação dos estudantes e estimulamos novas pesquisas e soluções”, apontou.
O Technopark mantém termos de cooperação com instituições de ensino superior para apoiar atividades acadêmicas, pesquisas e projetos de inovação. A iniciativa fortalece o ecossistema local de tecnologia e contribui para o desenvolvimento econômico e social do município. “É assim que formamos talentos para uma economia cada vez mais tecnológica”, concluiu o secretário.