Umuarama Mudança
Secretaria de Saúde Municipal inicia transição da insulina NPH para glargina
Tratamento com novo medicamento começa no município e deve beneficiar crianças, adolescentes e idosos acima de 80 anos
12/03/2026 11h30
Por: Alex Miranda
Assessoria/Secom

Diante de um cenário global de escassez de insulinas humanas do tipo NPH e do risco de desabastecimento na rede pública, o Ministério da Saúde iniciou a transição para um medicamento mais moderno no tratamento de pacientes com diabetes. A mudança prevê a ampliação do uso da insulina glargina, inicialmente em quatro unidades da federação, entre elas o Paraná.

Com a inclusão de municípios paranaenses no projeto-piloto, a Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama iniciou orientações à população sobre a substituição do medicamento. A prioridade será para crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e para idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A insulina glargina possui ação prolongada de até 24 horas e aplicação única diária, o que facilita o controle da glicemia e pode melhorar a rotina dos pacientes. Segundo o coordenador da Divisão Farmacêutica de Umuarama, Carlos Gabriel, a mudança representa um avanço no cuidado oferecido pelo Sistema Único de Saúde.

“Esse tipo de insulina ajuda a manter níveis mais estáveis de glicose no organismo, reduzindo oscilações e contribuindo para um controle mais eficiente da doença”, explica.

A transição, no entanto, não será automática. De acordo com a Secretaria de Saúde, cada caso passará por avaliação médica e seguirá critérios clínicos específicos. Entre as indicações prioritárias para a substituição estão episódios recorrentes de hipoglicemia noturna, casos de hipoglicemia grave documentada, pacientes com diabetes tipo 1 com controle inadequado da glicemia, além de pessoas com diabetes tipo 2 insulinodependente que apresentam grande variação nos níveis de açúcar no sangue.

Outro fator considerado será o alto risco de hipoglicemia em determinados pacientes.

Embora o medicamento possa custar até cerca de R$ 250 para dois meses de tratamento na rede privada, os pacientes atendidos pelo SUS terão acesso gratuito à insulina glargina.

Segundo a Secretaria de Saúde, o município já recebeu um primeiro lote do medicamento para atender os pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, conforme a elegibilidade clínica e a disponibilidade de estoque.

A orientação é que os pacientes não realizem a troca do medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento deve ocorrer apenas mediante avaliação e indicação médica. Em caso de dúvidas, a equipe da Assistência Farmacêutica do município está disponível para orientar os usuários da rede pública de saúde.