Servidores públicos municipais de Umuarama anunciaram a realização de uma manifestação no próximo dia 4 de maio, em frente ao Paço Municipal. O ato, organizado por trabalhadores de diferentes setores da administração, está previsto para ocorrer de forma pacífica e terá duração aproximada de uma hora.
O secretário de Comunicação do Município e chefe de gabinete de Gestão Integrada, Antonio Carlos Fávaro, salientou que já foi encaminhado um projeto de Lei à Câmara Municipal definindo reajuste salariam da categoria e reforçou que, apesar de a data base dos reajustes ser no mês de março, haverá retroatividade no pagamento. Informou ainda que a folha de pagamento do mês já está ajustada.
Quando às demais reivindicações, o secretário disse que a Administração Municipal está aberta para as rodadas de negociação com o Sindicato.
Mesmo assim, no comunicado feito através da rede social Instagram, o Sispumu cita: “Greve não acontece do nada. Ela nasce do abandono, da falta de diálogo e do sucateamento dos serviços públicos”.
Ainda há alguns pontos levantados pelo Sispumu que apontam problemas recorrentes em áreas consideradas essenciais, mas não foram apresentados os detalhes. Por exemplo, na educação, segundo o Sindicato, há relatos indicando que unidades escolares com estrutura inadequada e ainda existem a carência de recursos. Já na saúde, haveriam profissionais apontando sobrecarga no atendimento e escassez de materiais básicos. Outra situação foi descrita na Assistência Social, que, segundo o Sispumu, enfrenta limitações para atender a demanda crescente de famílias em situação de vulnerabilidade.
A segurança pública municipal também foi citada. O Sispumu afirma o setor enfrenta déficit de efetivo. Nos serviços urbanos, os servidores estariam lidando com equipamentos considerados obsoletos, como caminhões utilizados na coleta de resíduos.
A manifestação de uma hora em frente à prefeitura serve como palco para o Sindicato que precisa ‘mostrar serviço’. Assim, mobiliza servidores apontando que a mobilização não se restringe a reivindicações salariais, mas inclui pedidos por melhores condições de trabalho, investimento em estrutura e valorização profissional.
Apesar do tom crítico, a proposta do ato é manter o caráter ordeiro e aberto à participação popular. Os organizadores reforçam que a intenção é ampliar o debate sobre a importância do serviço público e sensibilizar a administração municipal para a necessidade de diálogo.