Policial Crime Financeiro
PF deflagra operações simultâneas contra fraudes bancárias e golpes em benefícios sociais
Ações atingem organizações criminosas no Paraná e em São Paulo; prejuízos podem ultrapassar milhões de reais
06/05/2026 15h00
Por: Alex Miranda
Divulgação

A Polícia Federal desencadeou, na manhã de hoje (quarta-feira, 6), uma ofensiva de grande porte contra o crime organizado ao colocar em prática, de forma simultânea, três operações que miram esquemas de fraudes bancárias e desvios em programas sociais. Batizadas de “Pligma”, “Escriba” e “Labor Fictus”, as ações expõem o grau de organização e sofisticação de grupos criminosos que atuavam em diferentes regiões do país, com prejuízos estimados em milhões de reais.

Pligma e Escriba

As operações Pligma e Escriba têm como alvo uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra clientes da Caixa Econômica Federal. De acordo com as investigações, ao menos 11 pessoas integravam o grupo, responsável por 16 fraudes registradas dentro de agências bancárias em cidades do Paraná, como Paranavaí, Ponta Grossa, Apucarana, Londrina e Campo Mourão.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava de forma estruturada, explorando fragilidades no atendimento bancário. Os criminosos instalavam dispositivos para reter cartões em caixas eletrônicos, principalmente aos finais de semana, além de colar adesivos com números falsos de atendimento. Ao ligar para o contato indicado, a vítima era induzida a fornecer sua senha, enquanto outro integrante retirava o cartão preso no terminal. Com os dados em mãos, o grupo realizava saques, transferências e compras.

Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva nas cidades de São Paulo e Osasco, locais onde estariam concentrados membros da organização.

Labor Fictus

Paralelamente, a Operação Labor Fictus mira um segundo núcleo criminoso voltado à fraude no seguro-desemprego. Com apoio da inteligência do Ministério do Trabalho e Emprego, a investigação identificou um esquema baseado na criação de vínculos empregatícios fictícios por meio de empresas de contabilidade.

Os envolvidos utilizavam dados de terceiros para simular contratações inexistentes e, posteriormente, solicitavam o benefício junto ao governo federal. A estimativa é de que o prejuízo aos cofres públicos poderia ultrapassar R$ 8 milhões caso todos os pedidos fraudulentos fossem aprovados.

Nesta frente, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em cidades estratégicas, como Maringá, Curitiba, Paranaguá e Santana de Parnaíba (SP).

Para a Polícia Federal, a atuação simultânea das operações demonstra o avanço das investigações e o fortalecimento da integração entre órgãos de inteligência. As ações representam um golpe significativo contra organizações criminosas que exploram tanto o sistema financeiro quanto políticas públicas para obter vantagens ilícitas.