Depois de anos convivendo com enxurradas, ruas tomadas pela água e prejuízos recorrentes em períodos de chuva intensa, Umuarama se prepara para iniciar uma das maiores intervenções de infraestrutura urbana de sua história. A Prefeitura anunciou uma megaobra de drenagem pluvial que promete solucionar de forma definitiva os alagamentos registrados principalmente na região central da cidade.
O projeto, desenvolvido em parceria com o Governo do Paraná, terá investimento de R$ 16,5 milhões e prevê a implantação de um moderno sistema de galerias subterrâneas de alta capacidade. A expectativa da administração municipal é transformar completamente o escoamento das águas da chuva e eliminar um problema que há décadas afeta moradores, comerciantes e motoristas.
Nos próximos dias, a empresa vencedora da licitação iniciará a instalação do canteiro de obras. A intervenção será executada ao longo de sete meses e exigirá mudanças significativas no trânsito urbano, incluindo bloqueios parciais e totais em algumas das principais vias da cidade.
O prefeito Fernando Scanavaca destacou que o avanço urbano acelerado aumentou a impermeabilização do solo e sobrecarregou o sistema antigo de drenagem, que já não consegue suportar o volume de água durante temporais.
“O crescimento da cidade trouxe desafios enormes para o escoamento das águas pluviais. A tubulação existente não comporta mais a demanda atual. Esta obra foi planejada para colocar um ponto final nos alagamentos que atingem a área central de Umuarama”, afirmou o prefeito.
Scanavaca também pediu compreensão da população diante dos transtornos inevitáveis durante a execução do projeto. “Teremos interdições, mudanças no trânsito e impacto temporário na rotina da cidade, mas os benefícios serão permanentes para toda a população”, ressaltou.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Renato Caobianco, o projeto utilizará tecnologia considerada uma das mais modernas do país em drenagem urbana. Serão implantados 2.539 metros de tubulações em PEAD – material de alta resistência e durabilidade – ao longo de um trajeto de aproximadamente 1.460 metros.
As novas galerias terão diâmetro de até três metros, permitindo vazão muito superior à atual capacidade do sistema. “Estamos falando de uma estrutura dimensionada para suportar grandes volumes de água e oferecer segurança hidráulica para as próximas décadas”, explicou Caobianco.
A obra terá início pelo canal do Bosque do Índio, onde serão instaladas as maiores tubulações do projeto. A rede seguirá por importantes corredores urbanos, cruzando avenidas e ruas estratégicas da cidade, como Castelo Branco, Flórida, Paraná, Brasil e Rio de Janeiro. O sistema avançará ainda pela rua Governador Ney Braga até a região do Centro Comercial Piemont. A partir desse ponto, a galeria será dividida em duas linhas menores que passarão pela rua Doutor Rui Ferraz de Carvalho, avenida Apucarana, Bosque Uirapuru e entorno do Estádio Lúcio Pepino, finalizando na avenida São Pedro.
As escavações em alguns pontos chegarão a seis metros de profundidade, exigindo operações complexas de engenharia e mudanças temporárias no tráfego de veículos.
Após a instalação das galerias, toda a pavimentação asfáltica será reconstruída nas áreas afetadas, além da renovação da sinalização viária. Segundo a prefeitura, além de resolver os alagamentos, o projeto também deverá modernizar parte importante da infraestrutura urbana da cidade.
A administração municipal afirma que a intervenção está entre as maiores obras de drenagem atualmente em execução no Paraná e figura entre os projetos mais avançados do país no uso desse tipo de tecnologia para controle de águas pluviais.