O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Paraná (Gaeco-PR) deflagrou na manhã de hoje (terça-feira, 12) a Operação Van Gogh, com o cumprimento de 15 mandados judiciais nas cidades de Maringá e Santa Fé. A ação tem como objetivo desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, peculato e corrupção passiva, com suspeita de envolvimento de agente de segurança pública.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de busca pessoal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Vara Criminal de Santa Fé e pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. Durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de receptação.
A operação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, além de equipes da Tropa de Choque e do Canil da Polícia Militar, que atuaram no suporte tático e na segurança das ações realizadas em endereços ligados aos investigados.
As investigações tiveram início em janeiro deste ano, após o Gaeco de Maringá receber informações sobre a atuação de um grupo envolvido com o tráfico de drogas em Santa Fé. Com o avanço das apurações, foi identificada a possível existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e atuação coordenada.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que o grupo operava de forma estruturada, com apoio logístico e participação de diferentes envolvidos. Um dos principais pontos investigados é a possível participação de um policial militar lotado no município de Santa Fé.
De acordo com as apurações, o agente público teria, em tese, utilizado o cargo para obter e repassar informações sigilosas, além de atuar em ações de proteção armada, intimidação de grupos rivais e possíveis práticas de extorsão. Também é investigado o eventual uso indevido da estrutura estatal em benefício da organização criminosa.
As diligências da Operação Van Gogh foram cumpridas simultaneamente em endereços ligados a sete pessoas físicas e uma pessoa jurídica, com o objetivo de reunir novos elementos de prova e ampliar o conjunto probatório da investigação.
Durante a ação, uma pessoa foi presa em flagrante após a localização de materiais de origem suspeita, sendo autuada pelo crime de receptação e encaminhada às autoridades competentes.
O nome da operação faz referência a uma característica física atribuída ao principal investigado, conforme informado pelo Ministério Público.
O Gaeco destacou que as investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas fases da operação. O objetivo é aprofundar o combate ao crime organizado e reforçar o enfrentamento à corrupção, especialmente em casos que envolvam possível participação de agentes públicos em atividades ilícitas.