Uma moradora de Francisco Alves, de 58 anos, procurou a Polícia Militar após ser vítima de um golpe virtual que resultou em prejuízo superior a R$ 7 mil. O caso foi registrado na tarde de ontem (quarta-feira, 13) e envolve criminosos que utilizaram o WhatsApp para se passar por representantes de uma instituição bancária.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens de um número desconhecido e, durante a conversa, o suspeito afirmou trabalhar no setor de segurança do banco. O homem informou que haviam sido detectadas movimentações consideradas suspeitas na conta da cliente e que seria necessário realizar procedimentos imediatos para evitar perdas financeiras.
Acreditando estar em contato com um funcionário oficial da instituição, a mulher passou a seguir as orientações repassadas pelo golpista. Conforme relatado à polícia, o criminoso demonstrava conhecimento sobre aplicativos bancários e utilizava linguagem técnica para transmitir credibilidade e convencer a vítima de que a situação era urgente.
Durante o atendimento falso, a mulher realizou operações e liberações diretamente no aplicativo do banco instalado no celular. Pouco tempo depois, ela percebeu que havia caído em uma fraude ao identificar movimentações indevidas em sua conta bancária.
De acordo com os levantamentos iniciais, os criminosos conseguiram retirar aproximadamente R$ 1.200 do saldo disponível da vítima e ainda contrataram um empréstimo em seu nome sem autorização. Somando os valores desviados e o financiamento realizado pelos suspeitos, o prejuízo chegou a cerca de R$ 7.200.
Após perceber o golpe, a moradora procurou o Destacamento da Polícia Militar para registrar a ocorrência. Ela também recebeu orientações sobre os procedimentos que deverão ser adotados junto à instituição financeira, incluindo a contestação do empréstimo, solicitação de bloqueio de operações e tentativa de recuperação dos valores.
A Polícia Militar aproveitou o caso para reforçar o alerta à população sobre o aumento de golpes eletrônicos envolvendo falsos funcionários de bancos. Segundo a corporação, criminosos utilizam aplicativos de mensagens, ligações telefônicas e até perfis falsos para enganar clientes e obter acesso a contas bancárias.
Os golpistas geralmente criam situações de emergência para pressionar as vítimas, alegando supostas invasões, compras indevidas ou riscos de bloqueio das contas. Com isso, conseguem induzir as pessoas a fornecer códigos de autenticação, liberar acessos ou realizar operações sem perceber que estão sendo enganadas.
A orientação das autoridades é para que clientes nunca compartilhem senhas, códigos enviados por SMS ou qualquer informação bancária por telefone ou aplicativos de mensagens. Bancos não solicitam esse tipo de procedimento diretamente aos usuários.
Em casos suspeitos, a recomendação é interromper imediatamente o contato e buscar atendimento exclusivamente pelos canais oficiais da instituição financeira. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.