Um momento histórico para marcar o fim de um transtorno que se arrasta por décadas em uma das áreas mais movimentadas da cidade – o alagamento em dias de chuva intensa – será vivido amanhã (quinta-feira, 28), às 13h auditório da Prefeitura, quando o prefeito Fernando Scanavaca dará o início oficial à megaobra de ampliação da drenagem pluvial na região central.
A obra milionária, que a Prefeitura de Umuarama realizará em parceria com o governo do Estado, prevê o investimento de R$ 16,5 milhões a maior reestruturação pluvial dos últimos anos. Os recursos são a fundo perdido, graças a um convênio entre município e Estado, autorizado pelo governador Ratinho Junior, ou seja, sem endividar os cofres públicos.
O canteiro de obras está instalado – a partir do interior do Bosque dos Xetá – e a intervenção vai mexer com a infraestrutura central. O prefeito destacou a coragem desta gestão em atacar de frente esse antigo problema, mas fez um apelo.
“O crescimento urbano trouxe esse desafio. A tubulação antiga não comporta mais o volume de água das chuvas. Por isso, esta obra foi dimensionada para colocar um ponto final nos alagamentos e só será possível graças a muita luta e à sensibilidade do governador com nossa cidade”, enalteceu.
Uma intervenção desse porte, porém, trará transtornos. No evento desta quinta-feira, o secretário de Obras, Renato Caobianco, detalhará o planejamento para minimizar o impacto na rotina do trânsito e do comércio, durante a execução. “Inevitavelmente, haverá bloqueios e interdições de ruas e avenidas, ao longo do percurso. Por isso é importante a presença da população neste evento”, acrescentou.
A técnica escolhida, no entanto, reduzirá bastante o prazo de execução. A obra utilizará tubulação em PEAD (Polietileno de Alta Densidade), um sistema moderno utilizado para redes pluviais, resistente a impactos e à corrosão. Os tubos variam de 1,5 m a 3 m de diâmetro com extensão de 6 m a até 15 m. “Pedimos a compreensão da população. O incômodo é passageiro, mas o benefício e a segurança serão permanentes”, completou Scanavaca.
A obra – que tem prazo de execução estimado em 7 meses – iniciará pelo canal do Bosque do Índio, avançando para as vias urbanas até o Estádio Lúcio Pipino, e exigirá escavações profundas nas vias centrais (de até 6 metros), com grande impacto no trânsito. Serão 1.460,00 m de extensão e 2.539 m de tubulação de alta tecnologia (PEAD) com diâmetro de até 3 m para garantir a vazão adequada das águas.
A partir do bosque, a tubulação cruzará as avenidas Castelo Branco, Flórida e a rua Bahia, seguirá pela rua Dr. Camargo, avenida Rio de Janeiro e rua Governador Ney Braga, cruzando as avenidas Paraná e Brasil, e chegará ao Centro Comercial Piemont. Depois, avançará pela Dr. Rui Ferraz de Carvalho, cruzará as avenidas Flórida e Apucarana, o Bosque Uirapuru e o Estádio Lúcio Pepino, chegando na avenida São Pedro.