A Polícia Civil do Paraná cumpriu hoje (quinta-feira, 4) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por crimes relacionados à violação da intimidade e da privacidade de mulheres. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Altônia e integra uma investigação que tramita sob sigilo judicial.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi autorizada pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial responsável pelo caso. As apurações apontam que o suspeito teria instalado câmeras de forma clandestina em um banheiro com o objetivo de registrar, sem consentimento, imagens íntimas de mulheres que utilizavam o local.
Além da captação ilegal das imagens, a investigação também apura a possível divulgação do conteúdo obtido, circunstância que agravou a situação e motivou a adoção de medidas cautelares durante o andamento do inquérito.
No decorrer das diligências, os policiais realizaram apreensões de dispositivos eletrônicos e arquivos digitais que passaram por análise técnica. O material recolhido foi considerado fundamental para o avanço das investigações e para o pedido de prisão preventiva encaminhado à Justiça.
A Polícia Civil informou que o procedimento segue sob sigilo para preservar a identidade das vítimas e garantir a continuidade das diligências ainda em andamento. Por essa razão, detalhes sobre o local onde as câmeras foram encontradas, a quantidade de vítimas envolvidas e o conteúdo dos arquivos apreendidos não foram divulgados.
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou que crimes contra a intimidade e a dignidade sexual são tratados com prioridade pelas forças de segurança e destacou a importância de denúncias em situações semelhantes. As investigações prosseguem para esclarecer completamente os fatos, identificar possíveis vítimas e verificar se houve compartilhamento ou divulgação do material obtido de forma ilegal.