Alep Junho Verde
Alep promove mês de conscientização e políticas públicas para o meio ambiente
Campanha instituída por iniciativa do deputado Anibelli Neto (MDB) estimula as políticas públicas de pre-servação ambiental.
06/06/2026 11h00
Por: Alex Miranda
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A Assembleia Legislativa promove, ao longo do mês, a campanha Junho Verde, que reforça o compromisso da Casa de Leis com a proteção ao meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da economia paranaense.

A campanha, instituída pela Lei nº 19.502/2018, de autoria do deputado Anibelli Neto (MDB), é realizada anualmente com foco em conscientizar a população sobre a importância da proteção ambiental como fator crucial para a garantia do bem-estar e da saúde.

"Mais do que uma campanha de conscientização, o Junho Verde é um chamado à responsabilidade coletiva com o futuro do nosso planeta. Quando criamos essa lei no Paraná, pensamos justamente em fortalecer a educação ambiental, incentivar ações sustentáveis e aproximar a sociedade desse debate, que hoje é mundial", afirma o deputado, destacando a importância das discussões sobre o tema.

"Ter a responsabilidade de representar a Assembleia Legislativa do Paraná na COP30 foi uma oportunidade de levar a experiência do nosso estado, mas também de buscar novas ideias, iniciativas e soluções que possam contribuir com políticas públicas cada vez mais eficientes na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável", complementa, lembrando de sua participação na cúpula ambiental mundial realizada em Belém do Pará no ano passado.

Alinhamento mundial

A escolha do mês está alinhada ao calendário global de conscientização ambiental e faz referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, busca mobilizar governos e a sociedade civil para ações concretas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

A Assembleia Legislativa do Paraná reconhece que um meio ambiente equilibrado é condição essencial para a saúde da população. Questões como a poluição do ar, a escassez de água potável e a insegurança alimentar — agravadas por eventos extremos como enchentes, secas e ondas de calor — exigem respostas rápidas e eficazes do poder público.

O período coincide com outras datas que tratam do mesmo tema, como o Dia Nacional da Educação Ambiental, o Dia da Ecologia, o Dia dos Catadores de Materiais Recicláveis e o Dia do Combate à Desertificação e à Seca. O projeto sugere que um cronograma de ações seja estabelecido pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente para a promoção de eventos e atividades que incentivem a população a participar de iniciativas que auxiliem na elaboração de políticas públicas para a área ambiental.

Descarbonização

Também sancionada no ano passado, a Lei nº 22.624/2025, que institui a política de incentivo à descarbonização industrial no estado, tem o objetivo de modernizar o setor produtivo, reduzir emissões de gases de efeito estufa e alinhar o desenvolvimento econômico às práticas sustentáveis.

De autoria da deputada Maria Victoria, a lei prevê estímulos à inovação tecnológica, ao uso de energias renováveis, à economia circular e à eficiência energética, além de fortalecer a competitividade internacional da indústria paranaense, preparando o estado para atender às crescentes exigências de sustentabilidade dos mercados globais.

A nova legislação deve ainda mitigar os impactos das mudanças climáticas, estimular o uso racional de recursos naturais — como água, solo e energia — e incentivar a economia circular, com o reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva industrial.

Economia circular

Em vigor desde o ano passado, a Lei Estadual nº 22.653/2025, de autoria da deputada estadual Ana Júlia (PT), garante a destinação prioritária dos resíduos sólidos produzidos por grandes geradores para cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis.

A proposta altera a Lei nº 20.607/2021, que regulamenta o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, incluindo a obrigatoriedade de que empresas, shoppings, supermercados, indústrias e demais grandes produtores encaminhem seus resíduos recicláveis a organizações de catadores devidamente constituídas nos municípios.

Com a medida, além de assegurar maior acesso das cooperativas a materiais recicláveis de valor comercial, o projeto contribui para a melhoria da renda dos trabalhadores, a redução da exploração por atravessadores e o fortalecimento da cadeia produtiva local.