Umuarama OPERAÇÃO SICARIUS
PF deflagra megaoperação contra organização criminosa e inclui Umuarama entre os alvos
Investigação apura contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção e uso de empresas de fachada em vários estados
09/06/2026 10h20
Por: Da Redação
Divulgação

Umuarama entrou hoje (terça-feira, 9) na rota de uma das maiores ofensivas policiais do ano contra o crime organizado no Brasil. A cidade está entre os municípios onde foram cumpridas medidas judiciais durante as Operações Sicarius I e Sicarius II, deflagradas pela Polícia Federal em conjunto com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal do Brasil.

A ação tem como alvo uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar em um amplo esquema de contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos. Segundo as investigações, o grupo possuía atuação estruturada em diversos estados brasileiros e utilizava empresas de fachada e mecanismos sofisticados para ocultar patrimônio e movimentações financeiras.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra. Ao todo, foram autorizados 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão. Também houve determinação para bloqueio e sequestro de contas bancárias, cancelamento de CNPJs e abertura de dezenas de procedimentos administrativos fiscais contra empresas investigadas em vários estados do país.

Além de Umuarama, as medidas foram cumpridas em municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. No Paraná, a operação alcançou cidades estratégicas como Guaíra, Cascavel, Londrina, Maringá, Cianorte e Ubiratã.

Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes específicos sobre os alvos em Umuarama, a presença do município na operação reforça a relevância da região Noroeste nas investigações relacionadas ao crime organizado e às rotas de circulação de mercadorias ilegais.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado operava com divisão de funções entre os integrantes e utilizava pessoas interpostas para registrar empresas e ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita. A estrutura também contaria com esquemas de fragmentação financeira para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

Outro ponto destacado pelos investigadores é a autorização de medidas de cooperação jurídica internacional. A iniciativa busca aprofundar o rastreamento de ativos, identificar possíveis conexões fora do Brasil e localizar estruturas criminosas mantidas no exterior.

As operações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas após a análise do material apreendido durante as diligências realizadas pelas forças de segurança.