A Assembleia Legislativa do Paraná foi palco hoje (sexta-feira, 12), de um amplo debate sobre prevenção às drogas, acolhimento de dependentes químicos e fortalecimento das comunidades terapêuticas. A segunda edição do Fórum Estadual Permanente de Comunidades Terapêuticas (FOPECT) reuniu representantes do poder público, especialistas, entidades do setor e lideranças políticas de diversas regiões do Estado.
Inicialmente programado para o Plenarinho, o encontro precisou ser transferido para o plenário principal da Casa devido à grande participação de representantes de comunidades terapêuticas, gestores públicos e profissionais que atuam diretamente no atendimento a pessoas em situação de dependência química.
A iniciativa foi promovida pelo deputado estadual Gilson de Souza (PL), coordenador da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas. Durante o evento, os participantes discutiram medidas para ampliar a rede de acolhimento, fortalecer a integração entre Estado e sociedade civil e garantir mais segurança jurídica às instituições que desenvolvem trabalho de recuperação e reinserção social.
Ao longo dos debates, especialistas destacaram a importância das comunidades terapêuticas no enfrentamento da dependência química, problema que afeta milhares de famílias em todo o país. Também foram abordadas estratégias de prevenção voltadas especialmente para crianças, adolescentes e jovens, além da necessidade de ampliar o acesso aos serviços de tratamento.
O deputado Gilson de Souza ressaltou que o fórum serviu como espaço para ouvir as demandas das entidades e construir propostas que possam ser encaminhadas ao Governo do Estado. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a estrutura das comunidades terapêuticas e ampliar o apoio institucional para que essas organizações possam atender cada vez mais pessoas.
Representantes do Governo do Paraná também participaram das discussões. O coordenador do Centro Estadual de Política sobre Drogas, delegado Renato Figueiroa, destacou o avanço dos programas estaduais de financiamento de vagas em instituições de acolhimento e afirmou que mais de 200 municípios já aderiram à iniciativa.
A secretária estadual do Desenvolvimento Social e da Família, Luiza Simonelli, enfatizou a importância da construção de políticas públicas permanentes voltadas à recuperação e reinserção social de dependentes químicos.
Durante o encontro, foram apresentados ainda dados nacionais sobre o setor. Levantamentos divulgados por representantes da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas apontam que uma parcela significativa das pessoas que buscam tratamento para dependência química passa por essas instituições, reforçando a relevância do trabalho desenvolvido no acolhimento e na recuperação.
Ao final do fórum, lideranças do setor defenderam a ampliação das políticas públicas voltadas ao combate às drogas, à prevenção e ao fortalecimento das comunidades terapêuticas, destacando que o enfrentamento da dependência química exige a atuação conjunta do poder público, das entidades sociais e de toda a sociedade.