Uma negociação que parecia vantajosa terminou em prejuízo e frustração para vendedores e compradores em Umuarama. Ontem (16), a Polícia Militar registrou mais um caso do chamado “Golpe do Falso Anúncio”, modalidade criminosa que tem feito vítimas em diversas cidades do país e que voltou a ser aplicada na comercialização de uma motocicleta.
A ocorrência foi atendida por uma equipe do 25º Batalhão da Polícia Militar na Zona Um da cidade. Conforme o boletim policial, um jovem de 19 anos havia anunciado sua motocicleta Honda CG 150 em plataformas digitais pelo valor de R$ 9 mil. Pouco tempo depois, um homem entrou em contato demonstrando interesse na compra e iniciou uma série de manobras para ganhar a confiança da vítima.
Segundo a polícia, o suposto comprador afirmou que o veículo seria utilizado em uma negociação envolvendo uma terceira pessoa. Para evitar que a fraude fosse descoberta, orientou o proprietário a não comentar valores da venda com quem fosse avaliar a motocicleta.
Enquanto mantinha contato com o vendedor, o golpista anunciava o mesmo veículo para outras pessoas por um preço muito abaixo do mercado. A oferta atrativa despertou o interesse de compradores, que marcaram um encontro com o verdadeiro dono da moto para verificar as condições do veículo.
Acreditando que participavam de uma negociação legítima intermediada por outra pessoa, os envolvidos seguiram com o negócio. Após a avaliação da motocicleta, os compradores realizaram uma transferência via PIX de R$ 4 mil para uma conta indicada pelo estelionatário.
A fraude só foi descoberta quando o proprietário constatou que nenhum valor havia sido creditado em sua conta. Nesse momento, ficou evidente que tanto o vendedor quanto os compradores haviam sido enganados pelo criminoso, que conduziu as conversas de forma paralela e apresentou versões diferentes para cada uma das partes.
A Polícia Militar recolheu comprovantes bancários, registros de mensagens e demais informações relacionadas ao caso. Todo o material foi encaminhado à 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, que ficará responsável pela investigação e pelo rastreamento dos valores transferidos.