GovPR Criminalidade
Paraná é um dos estados que mais esclarece crimes do Brasil, aponta Instituto Sou da Paz
Estado ocupa a 4ª posição nacional na elucidação de homicídios, impulsionado por tecnologia, inteligência e integração policia
09/07/2026 10h30 Atualizada há 3 horas
Por: Alex Miranda
Ilustrativa

O trabalho integrado das forças de segurança do Paraná colocou o Estado entre os líderes nacionais na resolução de crimes contra a vida. De acordo com o levantamento mais recente do Instituto Sou da Paz, que utiliza uma metodologia própria para comparar os estados brasileiros, o Paraná atingiu um índice médio de esclarecimento de 72% dos homicídios registrados entre 2022 e 2023, praticamente o dobro do percentual de São Paulo, que solucionou 40% dos casos no mesmo período.

O resultado coloca o Paraná na 4ª posição nacional do ranking elaborado pelo instituto, que mede a capacidade dos estados de identificar a autoria dos homicídios. O desempenho paranaense também fica acima de outros estados populosos e desenvolvidos do País, como Rio de Janeiro (23%), São Paulo (40%) e Santa Catarina (65%).

Além do indicador comparativo nacional do Instituto Sou da Paz, a Polícia Civil do Paraná também acompanha os índices de resolução de homicídios a partir de uma metodologia operacional diferente, semelhante à utilizada pelo FBI, nos Estados Unidos. Esse modelo considera todos os crimes solucionados em determinado período, incluindo investigações concluídas de casos registrados em anos anteriores.

Por esse critério, em 2025, a Polícia Civil do Paraná solucionou mais homicídios do que o total de novos casos registrados no mesmo ano, alcançando uma taxa de esclarecimento de 103%. O índice superior a 100% ocorre justamente porque investigações antigas também são concluídas ao longo do período analisado, aumentando o volume total de crimes elucidados.

O resultado é reflexo da especialização das equipes de investigação, do uso de inteligência policial e da integração entre diferentes áreas da segurança pública. Delegados, investigadores, papiloscopistas e escrivães atuam em contato permanente, aprimorando técnicas investigativas, compartilhando informações estratégicas e utilizando novas ferramentas para acelerar a identificação dos autores dos crimes.

INVESTIMENTO E TECNOLOGIA

O avanço dos indicadores acompanha um processo contínuo de fortalecimento das forças policiais iniciado nos últimos anos, com ampliação dos investimentos em segurança pública, modernização tecnológica e reorganização das estruturas de atendimento à população. O orçamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) passou de R$ 4,13 bilhões em 2019 para R$ 6,42 bilhões em 2025, garantindo mais recursos para equipamentos, infraestrutura e ampliação da capacidade operacional das forças policiais.

Entre os investimentos diretamente ligados à atividade investigativa está a aquisição de equipamentos de última geração para identificação criminal. A Polícia Civil recebeu 27 novos aparelhos capazes de detectar impressões digitais em cenas de crime sem o uso de produtos químicos, produzindo imagens em alta resolução e integrando as informações aos bancos de dados policiais com maior agilidade.

Outro fator que ampliou a capacidade de investigação foi a reorganização do sistema de segurança pública estadual. Com a criação da Polícia Penal e a retirada de cerca de 12 mil presos que permaneciam em delegacias, a Polícia Civil pôde redirecionar equipes e estruturas antes destinadas à custódia de detentos para sua atividade principal: investigar crimes e responsabilizar autores.

Além dos investimentos em tecnologia investigativa, o Estado também ampliou a estrutura operacional das forças de segurança. A frota aérea destinada ao policiamento e às operações passou de duas aeronaves em 2019 para 20 atualmente, incluindo helicópteros equipados com câmeras termais, sistemas avançados de comunicação e outras tecnologias de apoio às equipes em solo.