Uma moradora de Douradina, de 20 anos, procurou a Polícia Militar no decorrer desta semana para registrar um boletim de ocorrência após perceber que havia sido vítima de um golpe envolvendo um suposto curso de beleza divulgado pelas redes sociais. A jovem acredita ter sido enganada pelo mesmo cabeleireiro preso recentemente em Umuarama, investigado por aplicar fraudes semelhantes contra diversas pessoas.
Segundo o registro policial, a vítima encontrou um anúncio oferecendo vagas para atuar como modelo em um curso profissional de beleza. Interessada na oportunidade, ela realizou um pagamento antecipado de R$ 200, por meio de transferência bancária, para garantir sua participação.
Depois que o valor foi enviado, a jovem tentou marcar a data do procedimento, mas não conseguiu mais contato com o responsável. Ela ainda solicitou o cancelamento da inscrição e a devolução do dinheiro, porém não recebeu resposta e tampouco foi reembolsada.
A situação ganhou um novo desdobramento quando a vítima viu reportagens sobre a prisão preventiva de um cabeleireiro em Umuarama, detido pela Polícia Civil durante a Operação Modelo. Conforme as investigações, o suspeito utilizava um perfil no Instagram, com mais de 500 mil seguidores, para divulgar cursos de beleza e selecionar "modelos de mechas", exigindo pagamentos antecipados via Pix.
De acordo com a Polícia Civil, em diversos casos os cursos não eram realizados ou os procedimentos eram cancelados sem justificativa. Quando cobravam explicações ou o ressarcimento dos valores pagos, as vítimas eram bloqueadas nas redes sociais. Até o momento, pelo menos 14 pessoas já foram identificadas como vítimas, mas a polícia acredita que esse número possa ser ainda maior. A Justiça também determinou o bloqueio do perfil utilizado pelo investigado e o sequestro de bens para tentar garantir a reparação dos prejuízos.
Ao identificar semelhanças entre o seu caso e os fatos divulgados pela imprensa, a moradora de Douradina procurou a Polícia Militar para formalizar a denúncia. A equipe da Rádio Patrulha Auto (RPA) confeccionou o boletim de ocorrência e orientou a vítima sobre os procedimentos que deverão ser adotados junto à Polícia Civil.
As autoridades reforçam o alerta para que consumidores tenham cautela ao contratar cursos e serviços anunciados nas redes sociais, verificando a reputação do profissional e evitando pagamentos antecipados sem garantias. Em caso de suspeita de fraude, a orientação é registrar imediatamente um boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações e impedir que novas vítimas sejam lesadas.