Um homem de 24 anos descobriu da maneira menos conveniente possível que o Fórum talvez não seja o melhor lugar para circular quando existe um mandado de prisão em aberto em seu nome. Procurado pela Justiça por furto qualificado, ele foi preso na tarde de ontem (quinta-feira, 20), justamente dentro do Fórum da Comarca de Iporã.
A abordagem foi realizada por policiais militares do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), que atuavam em serviço voluntário extrajornada.
Durante a consulta aos sistemas de segurança, os policiais encontraram uma pendência nada pequena. Havia contra o homem, identificado pelas iniciais N.V.C., um mandado de prisão relacionado ao crime de furto qualificado, previsto no artigo 155, parágrafo 4º, do Código Penal.
E a passagem pelo Fórum acabou ficando consideravelmente mais longa do que talvez estivesse nos planos. Conforme a Polícia Militar, o mandado determina o cumprimento de uma pena restante de sete anos, dois meses e 29 dias de reclusão, em regime fechado.
Como se o mandado em aberto já não fosse problema suficiente, os policiais descobriram durante a abordagem mais um detalhe: o homem utilizava tornozeleira eletrônica para monitoramento judicial, mas o equipamento havia sido rompido.
O dispositivo danificado foi localizado, recuperado e apreendido pela equipe policial. Assim, além de encontrar o procurado em um prédio da própria Justiça, os militares ainda constataram que o equipamento destinado justamente a acompanhar seus passos já não cumpria exatamente essa função.
Depois da constatação do mandado, o homem recebeu voz de prisão. Conforme o procedimento adotado nesses casos, ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal de Iporã para realização de exame de lesões corporais.
Na sequência, o detido foi conduzido à Cadeia Pública de Iporã, onde foi entregue ao Departamento de Polícia Penal para o cumprimento das determinações judiciais.
Com isso, a tarde que começou nas dependências do Fórum terminou no sistema prisional. Agora, segundo a ordem expedida pela Justiça, o homem deverá cumprir em regime fechado os mais de sete anos de pena que ainda restam.
O equipamento eletrônico rompido também foi apreendido e ficará relacionado aos procedimentos decorrentes da ocorrência. O caso segue agora para as providências cabíveis diante do cumprimento do mandado e da situação encontrada durante a abordagem.