Está acontecendo nesta sexta-feira (21), no Fórum da Comarca de Umuarama, o julgamento de Leôncio Rodrigues Manço, acusado de matar Ricardo Correia de Mello Júnior com quatro disparos de arma de fogo. O crime ocorreu em maio de 2025, no Parque Tarumã, e, segundo a denúncia, teria sido motivado por uma rixa relacionada ao envolvimento amoroso do acusado e da vítima com uma mesma mulher.
A sessão do Tribunal do Júri começou às 9h, com os procedimentos para a escolha dos jurados que formam o Conselho de Sentença. Ainda durante a manhã foram ouvidas testemunhas relacionadas ao processo. Já no período da tarde acontecem os debates em plenário, com os embates entre a Promotoria de Justiça e a defesa do acusado.
Durante essa etapa, acusação e defesa apresentam aos jurados suas interpretações sobre as circunstâncias do homicídio, as provas reunidas durante a investigação e os elementos produzidos no decorrer do processo. Ao final, caberá aos integrantes do Conselho de Sentença decidir sobre a acusação apresentada contra Leôncio.
QUATRO DISPAROS
O homicídio aconteceu no dia 9 de maio de 2025, por volta das 19h, na Rua Shalon, no Parque Tarumã, em Umuarama. Conforme sustenta a denúncia, Leôncio teria agido deliberadamente com intenção de matar Ricardo Correia de Mello Júnior.
Segundo a acusação, foram efetuados quatro disparos de arma de fogo contra a vítima. Ricardo foi atingido no lado direito do peito, na lateral esquerda, na região das costelas, e nas costas. Os ferimentos provocados pelos tiros foram apontados pela perícia como responsáveis pela morte.
A investigação realizada após o crime reuniu diversos elementos posteriormente incorporados ao processo. Entre eles estão o boletim de ocorrência, laudos periciais, exame de necropapiloscopia, perícia dos projéteis encontrados durante a apuração e o laudo produzido no local da morte.
Depoimentos colhidos no decorrer do inquérito policial também integram o conjunto de elementos apresentados à Justiça e que agora são analisados durante o julgamento.
SUPOSTA RIXA
Um dos principais pontos da acusação está relacionado à possível motivação para o homicídio. Conforme descrito na denúncia, Leôncio e Ricardo mantinham uma rixa em razão do envolvimento amoroso de ambos com Isabella Puça Zolim.
A partir dos elementos reunidos na investigação, o Ministério Público denunciou Leôncio por homicídio qualificado por motivo fútil, previsto no artigo 121, parágrafo 2º, inciso II, do Código Penal.
A acusação entende que a desavença apontada como origem do conflito configura uma motivação desproporcional para o homicídio. A defesa, por sua vez, tem durante o julgamento a oportunidade de contestar a versão apresentada pelo Ministério Público, questionar provas e apresentar aos jurados sua tese sobre o caso.
Após a escolha dos jurados e a oitiva das testemunhas durante a manhã, o julgamento entrou nesta tarde em uma das etapas centrais do Tribunal do Júri: os debates entre Promotoria e defesa.
É nesse momento que os dois lados procuram convencer o Conselho de Sentença. A Promotoria apresenta os fundamentos que considera suficientes para sustentar a acusação, enquanto os defensores expõem seus argumentos e a tese defensiva.
Encerrados os debates, os jurados serão chamados a decidir os quesitos apresentados no julgamento. São as respostas do Conselho de Sentença que determinarão o desfecho do caso.
Caso o réu seja condenado, caberá ao juiz presidente estabelecer a pena conforme a decisão dos jurados e as regras previstas na legislação. Em caso de absolvição, também será formalizada a sentença correspondente ao veredicto.
O julgamento realizado nesta sexta-feira acontece pouco mais de um ano e três meses após a morte de Ricardo. Até a divulgação do resultado do Tribunal do Júri, Leôncio Rodrigues Manço permanece na condição de acusado, e a responsabilidade criminal atribuída a ele será definida pelo Conselho de Sentença.