Umuarama Cerco financeiro
PF mira estrutura criminosa em Umuarama durante nova fase da Chrysós
Oito prisões e sete buscas são cumpridas em três estados, com bloqueio de patrimônio e cancelamento de registros empresariais
25/08/2026 10h28
Por: Da Redação
Divulgação

Umuarama está entre os municípios atingidos pela segunda fase da Operação Chrysós, deflagrada pela Polícia Federal hoje (terça-feira, 25). A ofensiva investiga uma organização criminosa de atuação transnacional suspeita de manter uma estrutura financeira ligada à produção clandestina de cigarros falsificados.

A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Guaíra e também ocorre em Guaíra, Cascavel e Londrina, no Paraná; Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul; e Barueri, em São Paulo. Ao todo, são cumpridos oito mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.

Em Umuarama, a PF não divulgou quantos mandados de busca foram destinados à cidade nem informou os nomes dos investigados ou os locais visitados pelas equipes. Os materiais recolhidos deverão contribuir para esclarecer a participação de cada suspeito e o funcionamento do esquema.

Além das medidas contra os investigados, a decisão judicial determinou ações para atingir o patrimônio atribuído ao grupo. Foram autorizados bloqueios e sequestros de bens móveis e imóveis relacionados a 16 pessoas físicas e jurídicas. Um imóvel em Itapema (SC) e veículos localizados durante a operação também estão entre os alvos das medidas.

A Justiça determinou ainda o cancelamento de um CPF e de sete CNPJs vinculados à investigação, atingindo diretamente estruturas utilizadas pelos suspeitos.

A nova etapa é resultado do avanço das apurações iniciadas em julho de 2025, quando a primeira fase da Chrysós levou a PF até uma fábrica clandestina de cigarros falsificados instalada em Ourinhos (SP).

Desde então, os investigadores passaram a rastrear o caminho do dinheiro e os responsáveis por sustentar financeiramente a atividade ilegal. Nesta fase, o foco está sobre os supostos financiadores, o núcleo responsável pela lavagem dos recursos e o investigado apontado como principal liderança da organização.

Com a presença da PF em Umuarama, a cidade passa a integrar uma investigação que busca atingir não apenas a produção ilegal, mas também a estrutura financeira responsável por manter o esquema em funcionamento.