Policial Crime Brutal
Condenado por matar e violentar a própria mãe é encontrado decapitado no Rio Tibagi
Corpo de Claudio Teixeira estava com as mãos amarradas e submerso em Ibiporã; Polícia Civil apura homicídio e considera possível vingança
26/08/2026 17h30
Por: Alex Miranda
Colaboração - Banda B

Um crime marcado por extrema violência mobiliza a Polícia Civil no Norte do Estado. Claudio Claudemir Teixeira, de 57 anos, que havia cumprido pena pelo estupro e morte da própria mãe, foi encontrado morto no Rio Tibagi, em Ibiporã. O corpo estava decapitado, com as mãos amarradas e parcialmente preso à vegetação.

A localização ocorreu ontem (25), à tarde, na região conhecida como Água dos Cágados, área rural do município. Equipes do Corpo de Bombeiros realizavam buscas depois que familiares comunicaram o desaparecimento de Claudio, visto pela última vez no sábado (22), em Sertanópolis.

Após encontrarem o cadáver submerso, os bombeiros acionaram as autoridades. Polícia Civil, Polícia Científica e Instituto Médico-Legal (IML) participaram dos procedimentos no local e da retirada do corpo.

O caso passou a ser investigado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Conforme o delegado Vitor Dutra de Oliveira, responsável pela apuração, a forma como a vítima foi encontrada indica uma execução violenta. A perícia deverá contribuir para determinar a causa da morte e reconstruir a dinâmica do assassinato.

Uma das hipóteses considerada pelos investigadores é de que o homicídio possa estar relacionado ao passado criminal de Claudio. Em janeiro de 2018, ele matou a própria mãe, Maria Silva Teixeira, no Jardim Municipal, em Ibiporã.

Na investigação daquele caso, ficou constatado que a vítima também havia sofrido violência sexual praticada pelo filho com um cabo de vassoura. Claudio foi preso em fevereiro de 2018.

Durante o processo, ele recebeu diagnóstico de esquizofrenia, circunstância considerada pela Justiça na definição da pena. Depois de permanecer privado de liberdade por pouco mais de sete anos, Claudio deixou a prisão em 16 de junho de 2025.

Agora, os investigadores procuram reconstruir os últimos dias da vítima e identificar com quem ela manteve contato antes de desaparecer. Uma pessoa que residia com Claudio chegou a ser conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos, mas foi liberada após o depoimento. Segundo o delegado, até o momento não existem elementos que apontem a participação dela no homicídio.

A possível vingança relacionada ao assassinato cometido em 2018 é apenas uma das linhas consideradas e ainda não foi confirmada. A PCPR mantém detalhes das diligências sob sigilo para não comprometer a identificação dos responsáveis.

Informações que possam contribuir para esclarecer o assassinato podem ser repassadas anonimamente às autoridades pelo Disque-Denúncia 181.