Luiz Gustavo da Silva, conhecido como “Indinho”, está sendo julgado pelo Tribunal do Júri hoje (sexta-feira, 28), no Fórum de Umuarama. Ele é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) do assassinato de Lucas Fernando Ferreira Barros, praticado a tiros, em outubro de 2024, no Conjunto Habitacional Sonho Meu. A denúncia enquadra o réu por homicídio qualificado.
O julgamento começou às 9h, com a escolha dos jurados que formaram o Conselho de Sentença. Na sequência, ainda pela manhã, ocorreram as oitivas de testemunhas e do réu. Já, durante a tarde acontecem os embates entre acusação e defesa, quando promotoria e advogados apresentam aos jurados suas versões sobre o caso antes da votação que definirá o destino do réu.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime aconteceu por volta da 1h15 do dia 7 de outubro de 2024, em uma residência na Avenida José de Alencar, no Conjunto Habitacional Sonho Meu, em Umuarama. Luiz Gustavo tinha 18 anos na época dos fatos.
Loading...
A acusação sustenta que o acusado teria entrado no quintal e se aproximado de uma janela que não possuía vidro. Ainda conforme o MP, ele chamou Lucas duas vezes. A vítima estava dormindo e teria se levantado para verificar quem estava no local. Quando se aproximou da janela, Luiz Gustavo teria efetuado vários disparos de arma de fogo.
Lucas conseguiu correr após os tiros. A esposa dele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a vítima foi socorrida e levada ao hospital. Para o Ministério Público, a morte não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do acusado, entre elas a fuga da vítima e o atendimento médico recebido.
Lucas Fernando morreu poucos dias depois, ainda no hospital. Ele recebeu quatro disparos pelo corpo.
A denúncia aponta duas qualificadoras que são discutidas no Tribunal do Júri. Uma delas é o recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O MP argumenta que o ataque aconteceu durante a madrugada, quando Lucas estava dormindo, e que ele foi até a janela desarmado após ser chamado.
A segunda qualificadora está relacionada ao perigo comum provocado pelos disparos. De acordo com os autos, os tiros foram efetuados em direção ao interior da residência, onde também estavam a esposa de Lucas e duas crianças, então com 9 e 11 anos. Uma delas dormia na sala, próximo ao ponto onde os disparos foram realizados.
Durante a investigação, chegou a ser apurada a possibilidade de participação de uma mulher como suposta mandante. Lucas relatou que havia tido uma discussão anterior relacionada a uma dívida de drogas e que teria sido ameaçado. O Ministério Público, porém, afirmou que não foram encontrados elementos suficientes para comprovar vínculo entre ela e Luiz Gustavo ou sua participação no ataque. Por falta de justa causa, o MP promoveu o arquivamento dessa parte da investigação.