Policial Portal do Crime
Operação contra integrantes de facção criminosa cumpre mandados em Iporã e outras cidades
Gaeco cumpriu 35 ordens judiciais contra 18 investigados por organização criminosa, tráfico de drogas e armas; ação também ocorreu em Foz, Maringá e Pato Branco
02/09/2026 14h55 Atualizada há 2 horas
Por: Alex Miranda
Divulgação

Iporã foi uma das cidades alcançadas nesta quarta-feira (2) pela Operação Portal do Crime, ofensiva do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra 18 pessoas investigadas por envolvimento em diferentes crimes e participação ativa na facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, foram expedidos 17 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

A operação foi deflagrada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Foz do Iguaçu. Além de Iporã, as determinações judiciais foram cumpridas em endereços relacionados aos investigados em Foz do Iguaçu, Maringá e Pato Branco.

Dos 18 investigados, um já se encontrava preso antes da deflagração da operação. As ordens judiciais foram autorizadas, em parte, pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu e também pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O objetivo das prisões preventivas é manter os investigados sob custódia durante o avanço das apurações. Já os mandados de busca foram expedidos para localizar elementos que possam contribuir com a investigação, incluindo celulares, equipamentos eletrônicos, dinheiro, bens e documentos eventualmente relacionados às atividades atribuídas ao grupo.

DROGAS E ARMAS

Durante o cumprimento das medidas nos municípios envolvidos, as equipes apreenderam maconha, cocaína e comprimidos de ecstasy. As quantidades dos entorpecentes ainda não haviam sido contabilizadas no momento da divulgação do balanço inicial.

Também foram recolhidas balança de precisão, máquinas de cartão de crédito, valores em dinheiro, armas e munições.

Duas pessoas ainda foram presas em flagrante durante as diligências. O Ministério Público, entretanto, não detalhou em quais municípios ocorreram essas prisões nem especificou os locais onde cada material foi encontrado. Por isso, não é possível atribuir as apreensões especificamente a Iporã.

A mobilização contou com apoio de equipes táticas da Polícia Militar, da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu e de agentes do setor de Operações Especiais do Departamento Penitenciário do Paraná.

INVESTIGAÇÃO SIGILOSA

As investigações começaram em abril deste ano e apuram possíveis crimes de integração de organização criminosa, tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o trabalho busca esclarecer a participação dos investigados na estrutura criminosa e reunir elementos sobre as atividades ilícitas atribuídas ao grupo.

A investigação é conduzida pelo Núcleo Regional do Gaeco de Foz do Iguaçu e permanece sob sigilo. Por esse motivo, o Ministério Público informou que, neste momento, não serão divulgados outros detalhes sobre os investigados, a atuação individual de cada alvo ou os elementos já reunidos durante a apuração.