Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) provocou um prejuízo estimado em R$ 1,9 milhão ao crime organizado hoje (quarta-feira, 9), na região de Altônia. Quatro veículos carregados com mercadorias introduzidas ilegalmente no Brasil foram apreendidos e um suspeito acabou preso.
A ação contou com policiais federais do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM/GRA) e equipes do BPFRON. Os agentes receberam informações de que um ponto na região de fronteira estaria sendo utilizado para o transbordo de produtos trazidos ilegalmente do Paraguai.
Durante as diligências, os policiais localizaram quatro veículos e um grupo de pessoas movimentando diversos volumes envoltos em material preto. Com a aproximação das equipes, os suspeitos abandonaram a operação e tentaram escapar.
Três conseguiram fugir por uma área de plantação, enquanto um quarto envolvido foi alcançado e abordado. Ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, onde foram adotados os procedimentos legais.
A dimensão da carga chamou a atenção pela variedade dos produtos. Foram encontrados medicamentos, produtos farmacêuticos, peptídeos, cigarros convencionais e eletrônicos, celulares, tablets, computadores, componentes e outros equipamentos eletrônicos.
Somente de medicamentos para emagrecimento à base de tirzepatida foram apreendidas mais de mil unidades. A carga também continha outras substâncias de uso controlado, anabolizantes e produtos sujeitos à fiscalização sanitária, além de milhares de cigarros e dezenas de eletrônicos.
Segundo a estimativa preliminar das forças de segurança, as mercadorias representam aproximadamente R$ 1,9 milhão em prejuízo para a estrutura criminosa responsável pelo transporte.
Os quatro veículos encontrados no local também foram apreendidos. Todos estavam carregados no momento da abordagem.
Devido ao volume e à diversidade da carga, o material será encaminhado à Receita Federal, que fará a identificação, contagem e avaliação oficial dos produtos.
As investigações continuam para localizar os três suspeitos que fugiram e identificar outros integrantes da estrutura responsável pela entrada, armazenamento e distribuição das mercadorias ilegais na região.