Uma ação da Polícia Militar impediu, na noite de ontem (quarta-feira, 9), uma possível execução em Douradina. Um homem de 68 anos, que estaria sendo mantido em cárcere privado, foi resgatado durante a abordagem de um veículo suspeito no Centro da cidade. Quatro homens, apontados como envolvidos no sequestro, foram presos.
De acordo com a PM, a ocorrência começou após os policiais receberem informações de que integrantes de uma organização criminosa teriam sequestrado o idoso e planejavam matá-lo. O filho da vítima, de 38 anos, também estaria entre os alvos. A motivação estaria relacionada a uma suposta decisão do chamado “tribunal do crime”, prática ilegal em que criminosos submetem vítimas a julgamentos clandestinos.
Com a denúncia e a indicação de que o crime poderia acontecer em breve, equipes passaram a procurar um GM/Astra preto que estaria sendo utilizado pelos suspeitos. Por volta das 21h, o automóvel foi localizado e interceptado no Centro de Douradina.
Durante a abordagem, os militares encontraram o homem de 68 anos dentro do carro. Conforme o registro policial, ele estava sob domínio dos suspeitos. No veículo também estavam quatro homens, com idades entre 20 e 42 anos.
A revista encontrou uma pistola Browning calibre 9 milímetros, carregada com 12 munições. Os policiais também apreenderam luvas, balaclava, fita adesiva e abraçadeiras plásticas. Segundo a PM, os materiais poderiam ser utilizados para restringir e ocultar vítimas durante ações criminosas.
Ainda conforme a ocorrência, os quatro detidos teriam admitido participação no plano e afirmado possuir vínculo com a facção criminosa. A intervenção policial ocorreu antes que o grupo chegasse ao destino pretendido.
O idoso foi libertado sem que a execução fosse concretizada. Os quatro suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados à 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
O Astra, a pistola, as munições e os demais materiais apreendidos também foram entregues à Polícia Civil. A investigação deverá apurar a participação de outras pessoas, a motivação do sequestro e as circunstâncias relacionadas ao suposto “tribunal do crime”.