Policial CERCO EM XAMBRÊ
Gaeco deflagra operação contra suspeitos de crimes sexuais em Xambrê
Investigação aponta possíveis delitos contra ao menos 16 vítimas e envolve agentes públicos, segundo o MPPR
11/09/2026 08h49
Por: Da Redação
Ilustrativa

Uma nova investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) colocou Xambrê no centro de uma operação contra suspeitas de crimes sexuais. Na manhã de hoje (sexta-feira, 11), equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil cumpriram ordens judiciais durante a Operação Gomorra, criada para aprofundar apurações que envolvem, em tese, pelo menos 16 vítimas.

Segundo o MPPR, os investigadores apuram possíveis crimes de exploração sexual, importunação sexual e produção ou armazenamento de material relacionado à violência sexual contra crianças ou adolescentes. As suspeitas teriam surgido a partir da análise de provas obtidas em uma operação anterior.

Entre os nomes que aparecem, em tese, no contexto da investigação estão o presidente da Câmara Municipal de Xambrê e o secretário municipal de Cultura. A condição de alvo de medidas judiciais ou de investigado não significa, por si só, que tenha ocorrido crime ou que exista responsabilidade comprovada. As apurações ainda estão em andamento.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e dois de prisão preventiva. As medidas foram autorizadas pelo Juízo de Garantias de Xambrê.

Durante o cumprimento das ordens, os agentes também encontraram munições que estariam em situação irregular. Diante da constatação, uma pessoa acabou presa em flagrante por posse ilegal de munições.

Celulares, documentos e anotações foram recolhidos pelas equipes. O material será submetido à análise e perícia, procedimento que poderá revelar novas informações sobre os fatos investigados e ajudar os investigadores a identificar a eventual participação individual de cada suspeito.

A investigação tem origem em uma ação realizada em 4 de março, quando o Gaeco deflagrou a Operação Res Privata. Na ocasião, materiais apreendidos foram posteriormente analisados e, conforme o Ministério Público, apresentaram indícios relacionados a fatos diferentes daqueles que motivaram inicialmente a operação.

Esse tipo de descoberta é conhecido como encontro fortuito de provas. Durante uma investigação autorizada pela Justiça, elementos encontrados podem indicar a existência de outros possíveis crimes, dando origem a uma nova frente investigativa.

Foi a partir dessa análise que surgiu a Operação Gomorra, conduzida pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco, com apoio da Polícia Civil, por meio da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama.

Com as buscas realizadas nesta sexta-feira, os investigadores iniciam uma etapa de análise detalhada do material apreendido. O objetivo é verificar a existência de novos elementos, esclarecer a extensão dos fatos e identificar eventuais responsabilidades.

O MPPR não informou, até o momento, todos os detalhes sobre a identidade das vítimas ou sobre as circunstâncias específicas dos crimes investigados. A apuração permanece sob sigilo em parte e poderá resultar em novas medidas judiciais conforme os elementos forem analisados.