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Novo mínimo nacional de R$ 1.621 começou a valer no dia 1 de janeiro

Segundo o Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo do ano

03/01/2026 às 09h30
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, entrou em vigor na última quinta-feira (1º) e passa a servir de referência para milhões de trabalhadores, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais em todo o país. O reajuste representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518.

O novo piso salarial foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10, após a divulgação dos índices econômicos que compõem a fórmula oficial de correção do salário mínimo. Um dos principais indicadores utilizados é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

De acordo com o IBGE, o INPC registrou variação de 0,03% em novembro e acumula alta de 4,18% nos últimos 12 meses, percentual que garantiu a reposição inflacionária do piso nacional. Além disso, a regra vigente também considera o crescimento da economia brasileira, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo dados revisados pelo IBGE em 4 de dezembro, o PIB de 2024 apresentou crescimento de 3,4%, desempenho que, em tese, permitiria um ganho real mais expressivo para o salário mínimo. No entanto, o arcabouço fiscal, que estabelece limites para o aumento das despesas públicas, impõe um teto para esse ganho acima da inflação, fixado entre 0,6% e 2,5%.

Dessa forma, mesmo com a expansão econômica acima desse intervalo, o reajuste real do salário mínimo foi limitado pelas regras fiscais em vigor. Pelos cálculos oficiais, o valor técnico do salário mínimo para 2026 seria de R$ 1.620,99, que, após o arredondamento previsto em lei, foi fixado em R$ 1.621.

O impacto do novo valor vai além da renda direta dos trabalhadores. De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo do ano. O montante leva em conta o aumento do consumo, a movimentação do comércio, a arrecadação de impostos e os efeitos indiretos sobre diferentes setores.

Especialistas avaliam que, embora o reajuste represente um alívio parcial para o orçamento das famílias, o poder de compra ainda segue pressionado pelo custo de vida elevado, especialmente em itens essenciais como alimentação, moradia e transporte. Ainda assim, o novo salário mínimo mantém seu papel estratégico como instrumento de política social e econômica, influenciando diretamente benefícios previdenciários, assistenciais e contratos de trabalho em todo o país.

 

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