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Paraná fecha o ano de 2025 como maior empregador do Sul do Brasil

Foram 80.665 novas vagas com carteira assinada criadas no Estado ano passado, o que equivale a 43,3% de todos empregos formais abertos no último ano no Sul

30/01/2026 às 11h30
Por: Alex Miranda
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Gilson Abreu/AEN
Gilson Abreu/AEN

O Paraná encerrou 2025 consolidado como o maior gerador de empregos da Região Sul e o quarto estado que mais criou vagas formais em todo o Brasil. Os dados, divulgados ontem (quinta-feira, 29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o Estado registrou saldo positivo de 80.665 novos postos de trabalho com carteira assinada ao longo do ano.

O desempenho paranaense representou 43,3% de todos os empregos formais criados na Região Sul em 2025, reforçando a posição de liderança regional. No ranking nacional, apenas estados mais populosos superaram o Paraná em saldo de vagas. São Paulo liderou com 311.228 novos postos, seguido por Rio de Janeiro, com 100.920, e Bahia, com 94.380. Já Santa Catarina fechou o ano com saldo de 59.184 vagas e o Rio Grande do Sul com 46.277. Em âmbito nacional, o Brasil registrou saldo total de 1.279.498 empregos formais.

O resultado do Paraná decorre da diferença entre 2.037.949 admissões e 1.957.284 desligamentos registrados ao longo de 2025. Com isso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada no Estado chegou a 3.299.272 pessoas, o maior patamar já registrado.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desempenho reflete o bom momento econômico do Paraná e a efetividade das políticas públicas adotadas pelo governo estadual. “Celebramos mais um ano de destaque na criação de empregos, fruto do ambiente favorável aos negócios e das ações de atração de investimentos. Nosso objetivo é garantir que esse crescimento continue alcançando todas as regiões do Estado, ampliando renda, dignidade e qualidade de vida”, afirmou.

Ao longo do ano, o Paraná apresentou saldo positivo de empregos em praticamente todos os meses, com exceção de dezembro, quando tradicionalmente ocorre retração em razão de demissões sazonais após o período de festas. Janeiro teve saldo de 16.490 vagas; fevereiro, o melhor resultado do ano, com 38.980; março, 6.261; abril, 16.582; maio, 6.727; junho, 9.453; julho, 8.490; agosto, 6.442; setembro, 12.277; outubro, 8.784; novembro, 1.266; e dezembro, -51.087.

Todos os setores da economia paranaense fecharam 2025 com saldo positivo. O setor de Serviços foi o grande destaque, responsável por quase 60% das vagas criadas no ano, com 48.278 novos postos. Dentro desse segmento, sobressaíram as áreas de informação e comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que juntas somaram saldo de 21.865 empregos.

O Comércio aparece na sequência, com 14.401 vagas abertas, seguido pela Indústria, que registrou saldo de 13.831 postos formais. A Construção Civil também teve desempenho positivo, com 2.150 novas vagas, assim como a Agropecuária, que criou 1.985 empregos no período.

Segundo o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, os números confirmam a consistência do mercado de trabalho paranaense. “São mais de 80 mil novos empregos formais em um único ano, resultado direto de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico, à qualificação profissional e ao fortalecimento do setor produtivo. O Paraná demonstra que é possível crescer de forma equilibrada e sustentável”, destacou.

O cenário positivo reforça a posição do Estado como um dos principais polos de geração de oportunidades do país, atraindo investimentos, ampliando a base produtiva e fortalecendo diferentes cadeias econômicas, do agronegócio à indústria, passando pelo comércio e pelos serviços.

Liderança Regional

Com mais de 80 mil novas vagas em 2025, o Paraná respondeu por quase metade dos empregos criados no Sul, superando Santa Catarina e Rio Grande do Sul e consolidando-se como principal motor de geração de trabalho da região.

Setores Dinâmicos

Serviços, comércio e indústria puxaram o crescimento do emprego no Estado, mostrando a diversificação da economia paranaense e a capacidade de absorver mão de obra em diferentes áreas produtivas.

 

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