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Advogada é presa no Paraná após descumprir ordem judicial e seguir atuando mesmo com suspensão

Condenada por coagir testemunha, profissional é investigada por novos crimes, incluindo estelionato e falsificação de documento

30/01/2026 às 16h15
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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Uma advogada denunciada e condenada por coação no curso de processo foi presa ontem (29), em Marmeleiro, no Sudoeste do Paraná, após descumprir medidas judiciais impostas pela Justiça. A prisão preventiva foi decretada a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), depois que se constatou que a ré continuava exercendo a advocacia, mesmo com determinação expressa de suspensão da atividade.

A profissional havia sido denunciada pela Promotoria de Justiça da comarca por ameaçar uma testemunha, exigindo que ela mentisse em depoimento para favorecer um de seus clientes. A denúncia resultou em condenação e na imposição de medidas cautelares, entre elas a proibição de exercer a advocacia, devido ao risco de que a atividade fosse utilizada para a prática de novas infrações penais.

Apesar disso, investigações apontaram que a advogada manteve atuação irregular, inclusive após ter a inscrição suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diante do descumprimento, o MPPR solicitou a revogação das medidas cautelares e a decretação da prisão preventiva, pedido que foi acolhido pelo Judiciário.

Segundo a decisão judicial, informações encaminhadas pela autoridade policial, juntamente com boletins de ocorrência e declarações de vítimas, indicam que a ré continuou se apresentando como advogada, intermediando negociações em cartórios e instituições financeiras, além de conduzir clientes sob o pretexto de regularizar pendências judiciais e desbloqueios de contas.

Ainda conforme a decisão, essas condutas configuram, em tese, os crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão, uma vez que a investigada teria induzido pessoas em erro para se apropriar de valores e obter vantagens indevidas.

Além disso, a polícia apura novos fatos criminosos envolvendo a possível confecção de documento falso. Um novo inquérito foi instaurado para investigar a juntada de um recibo fraudulento em processo judicial, simulando a quitação de uma dívida alimentar de alto valor, supostamente utilizando assinatura de vítima colhida sob falso pretexto.

Para o Judiciário, as condutas demonstram reiteração criminosa e desrespeito às decisões judiciais, indicando que a liberdade da acusada estaria sendo utilizada como instrumento para a prática de crimes. A advogada permanece presa e à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem em andamento.

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