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Diante de um cenário global de escassez de insulinas humanas do tipo NPH e do risco de desabastecimento na rede pública, o Ministério da Saúde iniciou a transição para um medicamento mais moderno no tratamento de pacientes com diabetes. A mudança prevê a ampliação do uso da insulina glargina, inicialmente em quatro unidades da federação, entre elas o Paraná.
Com a inclusão de municípios paranaenses no projeto-piloto, a Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama iniciou orientações à população sobre a substituição do medicamento. A prioridade será para crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e para idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A insulina glargina possui ação prolongada de até 24 horas e aplicação única diária, o que facilita o controle da glicemia e pode melhorar a rotina dos pacientes. Segundo o coordenador da Divisão Farmacêutica de Umuarama, Carlos Gabriel, a mudança representa um avanço no cuidado oferecido pelo Sistema Único de Saúde.
“Esse tipo de insulina ajuda a manter níveis mais estáveis de glicose no organismo, reduzindo oscilações e contribuindo para um controle mais eficiente da doença”, explica.
A transição, no entanto, não será automática. De acordo com a Secretaria de Saúde, cada caso passará por avaliação médica e seguirá critérios clínicos específicos. Entre as indicações prioritárias para a substituição estão episódios recorrentes de hipoglicemia noturna, casos de hipoglicemia grave documentada, pacientes com diabetes tipo 1 com controle inadequado da glicemia, além de pessoas com diabetes tipo 2 insulinodependente que apresentam grande variação nos níveis de açúcar no sangue.
Outro fator considerado será o alto risco de hipoglicemia em determinados pacientes.
Embora o medicamento possa custar até cerca de R$ 250 para dois meses de tratamento na rede privada, os pacientes atendidos pelo SUS terão acesso gratuito à insulina glargina.
Segundo a Secretaria de Saúde, o município já recebeu um primeiro lote do medicamento para atender os pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, conforme a elegibilidade clínica e a disponibilidade de estoque.
A orientação é que os pacientes não realizem a troca do medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento deve ocorrer apenas mediante avaliação e indicação médica. Em caso de dúvidas, a equipe da Assistência Farmacêutica do município está disponível para orientar os usuários da rede pública de saúde.
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