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A Polícia Civil de Umuarama cumpriu, na manhã de hoje (quinta-feira, 19), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 43 anos em Umuarama. A ação foi realizada por equipes da Delegacia da Mulher e atende a uma decisão da 1ª Vara Criminal da comarca, que levou em consideração os crimes de ameaça e o reiterado descumprimento de medidas protetivas de urgência.
O investigado já vinha sendo apurado em inquérito policial que investiga crimes sexuais contra a própria filha, hoje com 16 anos. Conforme as investigações, os fatos mais recentes teriam ocorrido em agosto de 2025, na residência da avó paterna, onde o suspeito vivia. Durante o andamento do caso, a adolescente relatou que os abusos não foram isolados, mas frequentes, tendo começado quando ela ainda tinha entre 12 e 13 anos.
Diante da gravidade das denúncias, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor da jovem e de sua mãe, proibindo qualquer contato ou aproximação por parte do investigado. No entanto, segundo a Polícia Civil, o homem passou a desrespeitar as determinações judiciais de forma contínua. Há registros de ameaças de morte e de perseguições em vias públicas, com o uso de motocicletas e automóveis.
A situação se agravou recentemente, quando o suspeito teria ido até a casa de familiares e, durante uma discussão, tentou atropelar a ex-companheira em duas ocasiões. O episódio reforçou o entendimento das autoridades sobre o risco iminente às vítimas e a possibilidade de reiteração criminosa.
Com base nesses elementos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário. Após diligências e trabalho de inteligência, o homem foi localizado por volta do meio-dia desta quinta-feira em seu local de trabalho, uma propriedade rural situada na Estrada Jaborandi.
Ele foi informado da ordem judicial, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos de praxe. Na sequência, foi conduzido à Cadeia Pública de Umuarama, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça a importância da denúncia em casos de violência e destaca que vítimas podem procurar atendimento especializado de forma segura e sigilosa. O caso segue sob investigação.
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