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Ação mira PMs que integravam esquema milionário de contrabando no Noroeste do Estado

Gaeco cumpre 25 mandados em três cidades e investiga atuação de agentes na internalização ilegal de celulares e cigarros eletrônicos

25/03/2026 às 14h42
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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A operação de grande масшe deflagrada na manhã de hoje (quarta-feira, 25) colocou no centro das investigações policiais militares suspeitos de envolvimento com o crime organizado no Noroeste do Paraná. Batizada de “Operação Aliança”, a ação foi coordenada pelo Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Federal, da Corregedoria da Polícia Militar e do 25º Batalhão da PM.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados judiciais nas cidades de Umuarama, Iporã e Icaraíma. Entre as ordens expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual estão cinco mandados de prisão preventiva, 12 de busca e apreensão, cinco de busca pessoal e três de afastamento das funções públicas.

As investigações apontam que os policiais militares suspeitos fariam parte de uma organização criminosa estruturada para atuar no contrabando e descaminho em larga escala. O grupo estaria envolvido principalmente na entrada irregular de aparelhos celulares e cigarros eletrônicos no país. Segundo o apurado, os agentes utilizariam suas funções para dar suporte logístico ao transporte das mercadorias ilegais e, em alguns casos, participariam diretamente das ações criminosas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes realizaram buscas em locais estratégicos, incluindo armários e alojamentos de investigados na 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira, no 25º Batalhão da Polícia Militar de Umuarama e também no Destacamento da PM de Icaraíma.

Além disso, foram alvos de busca um restaurante ligado a um dos investigados e uma sala na Secretaria de Trânsito de Umuarama, utilizada por um policial militar da reserva que atualmente ocupa cargo comissionado.

Em nota, a Prefeitura de Umuarama informa que tomou conhecimento da deflagração da Operação Aliança, e que a administração municipal não faz parte das investigações.

“As diligências pontuais realizadas nas dependências da Defesa Civil do município e tiveram como único objetivo a busca por documentos pessoais de um dos alvos da operação que atua na Defesa Civil, a fim de auxiliar as investigações. Reiteramos que, como o processo segue em rigoroso sigilo, o município não detém outras informações sobre o caso no momento. A Prefeitura continuará acompanhando os desdobramentos e tomará todas as medidas administrativas e legais cabíveis”.

No decorrer da operação, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de obstrução de justiça. Também foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que agora passarão por perícia e devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

Outro ponto que chamou atenção foi a apreensão de fardamentos, armamentos oficiais e particulares, além de equipamentos operacionais fornecidos pela Polícia Militar aos investigados, reforçando a suspeita de uso da estrutura pública em benefício do esquema criminoso.

As investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas fases da operação, à medida que o material recolhido for analisado pelas autoridades.

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