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A Sexta-feira Santa, tradicionalmente marcada por reflexão e recolhimento, teve o silêncio interrompido por uma sequência de ocorrências de violência doméstica e familiar em diferentes municípios da região noroeste do Paraná. Casos de ameaça e lesão corporal contra mulheres foram registrados ao longo do dia e da noite, mobilizando equipes da Polícia Militar.
As ocorrências foram registradas em cidades como Perobal, Ivaté, Esperança Nova, Alto Piquiri e Umuarama. Em comum, os relatos evidenciam conflitos em relações afetivas, muitos deles agravados por discussões, consumo de álcool e histórico de violência recorrente.
Em Perobal, uma mulher procurou a polícia após ser ameaçada pelo ex-companheiro dentro de um mercado. Já em Ivaté, uma vítima relatou que o marido, durante processo de separação, teria feito ameaças graves contra ela e os filhos, o que a levou a buscar abrigo na casa da mãe.
Situações ainda mais delicadas foram registradas em Esperança Nova e Alto Piquiri. No primeiro caso, uma mulher foi agredida com tapas e teve o celular quebrado pelo convivente, que também tentou retirar o filho do colo da vítima. Populares intervieram para conter a ação. Em Alto Piquiri, uma adolescente grávida de oito meses foi atingida na cabeça por um objeto arremessado pelo companheiro durante uma discussão.
Em Umuarama, uma discussão motivada por traição terminou em agressão e danos materiais. O autor fugiu antes da chegada da equipe policial.
Apesar do cenário preocupante, a Polícia Militar destacou que tem intensificado ações preventivas, incluindo visitas às vítimas com o objetivo de identificar possíveis descumprimentos de medidas protetivas e diagnosticar casos de violência recorrente. As equipes também reforçam orientações sobre os mecanismos legais disponíveis, como o pedido de medidas protetivas de urgência.
Em todos os atendimentos, as vítimas foram orientadas quanto aos procedimentos legais e encaminhadas para acompanhamento junto às autoridades competentes. Em alguns casos, também foi recomendado que buscassem apoio de familiares para garantir maior segurança imediata.
Os registros reforçam o alerta para a persistência da violência doméstica, mesmo em datas simbólicas, e a importância da denúncia e do acompanhamento contínuo das vítimas.
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