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O Tribunal do Júri da Comarca de Umuarama condenou, na tarde de hoje (sexta-feira, 12), Sérgio Henrique Ferreira da Silva a 20 anos de prisão pelo assassinato de Aguinaldo Alves Pereira. O crime ocorreu em novembro de 2024, no município de Douradina, e teve como pano de fundo uma discussão durante uma bebedeira envolvendo uma dívida de R$ 100.
A sessão começou pela manhã, por volta das 9h, e se estendeu por várias horas até a leitura da sentença. Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público do Paraná e reconheceram que o homicídio foi qualificado por motivo fútil e pelo emprego de meio cruel. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.
Segundo a denúncia, acusado e vítima estavam ingerindo bebidas alcoólicas em uma residência localizada na região central de Douradina quando iniciou-se uma discussão motivada pela cobrança do valor devido. O desentendimento rapidamente evoluiu para agressões físicas.
De acordo com os autos do processo, Aguinaldo foi atingido por diversos golpes, caiu ao chão e, mesmo sem condições de se defender, continuou sendo violentamente atacado. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu graves lesões na cabeça, que resultaram em traumatismo craniano fatal.

Após o crime, equipes policiais iniciaram diligências na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo dia. A operação contou com apoio de diversas equipes de segurança, incluindo o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA). Inicialmente preso em flagrante, Sérgio Henrique teve a prisão convertida em preventiva e permaneceu custodiado até o julgamento.
Durante o júri, acusação e defesa apresentaram versões distintas dos fatos aos sete jurados responsáveis pela decisão. O Ministério Público sustentou que a violência empregada e o motivo banal da discussão justificavam a condenação por homicídio qualificado. Já a defesa tentou afastar as qualificadoras e buscou uma pena menor.
Ao final da sessão, os jurados decidiram pela condenação nos termos da acusação. O juiz presidente do Tribunal do Júri fixou a pena em 20 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Com a sentença, o processo entra agora na fase de eventuais recursos da defesa junto ao Tribunal de Justiça do Paraná.
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