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Júri hoje em Umuarama julga caso de alta velocidade que matou motociclista em 2020

Réu é denunciado por homicídio em acidente que matou motociclista e deixou três passageiros feridos em cruzamento

23/06/2026 às 08h00
Por: Alex Miranda
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Arquivo - Tribuna Hoje News
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O réu Jonathan Felipe de Castro Oliveira será julgado hoje (terça-feira, 22), a partir das 9h em Umuarama, pelo Tribunal do Júri, acusado de provocar um grave acidente de trânsito ocorrido na tarde de 21 de novembro de 2020, na Avenida Paraná, que resultou na morte de um motociclista e deixou três pessoas feridas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jonathan conduzia um veículo Honda Civic, ano 2015/2016, de cor prata, quando, por volta das 14h30, teria avançado o sinal vermelho em um cruzamento movimentado da cidade e trafegado em velocidade acima do permitido, estimada em mais de 40 km/h na via urbana. No momento do acidente, o carro também era ocupado por três passageiros, entre eles uma criança de 4 anos.

Ainda conforme a acusação, ao cruzar o semáforo fechado, o veículo atingiu uma motocicleta Honda CG Titan, conduzida por Daniel Henrique da Silva, que seguia regularmente pela Avenida Governador Ney Braga com o sinal verde aberto. O impacto foi violento: a vítima foi arremessada a cerca de 63 metros e morreu ainda no local.

As três pessoas que estavam no automóvel sofreram ferimentos graves. Laudos médicos juntados ao processo indicam que as lesões resultaram em incapacidade para atividades habituais por período superior a 30 dias, evidenciando a gravidade da colisão.

O Ministério Público sustenta que o réu assumiu o risco de provocar o resultado morte ao conduzir o veículo de forma imprudente, em alta velocidade e desrespeitando a sinalização semafórica. A acusação também destaca que o semáforo já estava há aproximadamente 17 segundos no sinal vermelho no momento da colisão, conforme perícia técnica.

Segundo a denúncia, o acidente ocorreu em circunstâncias que dificultaram totalmente a defesa das vítimas, que foram surpreendidas pelo veículo no cruzamento. O MP enquadra o caso como homicídio consumado e tentativas de homicídio em relação aos passageiros do carro, com base no artigo 121 do Código Penal, incluindo a modalidade de dolo eventual.

O processo também aponta a ocorrência de qualificadoras, como o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que a colisão ocorreu de forma inesperada em um cruzamento sinalizado.

O caso segue em julgamento no Tribunal do Júri de Umuarama, que deverá analisar as provas, depoimentos e laudos para definir a responsabilidade do réu no acidente que marcou a cidade.

 

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