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A prisão preventiva de um cabeleireiro investigado por suspeita de aplicar golpes em clientes da região Noroeste do Paraná continua provocando o surgimento de novas denúncias. Em Douradina, uma mulher de 34 anos procurou a Polícia Militar para relatar que também teria sido vítima do mesmo esquema após realizar pagamento antecipado para participar, junto com a mãe, como modelo de mechas em um procedimento anunciado pelas redes sociais.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima encontrou o anúncio em um perfil voltado à área da beleza, que divulgava vagas para modelos com valores promocionais. Interessada na oportunidade, ela entrou em contato com o organizador e recebeu a informação de que seria necessário efetuar um pagamento antecipado para garantir as vagas. A mulher então realizou uma transferência via PIX no valor de R$ 400, correspondente à entrada para ela e a mãe participarem do procedimento.
Após a confirmação do pagamento, porém, o responsável pelo atendimento deixou de responder às mensagens e interrompeu qualquer tipo de contato. A suspeita de golpe surgiu depois que a moradora tomou conhecimento da prisão do cabeleireiro investigado durante a Operação Modelo, deflagrada pela Polícia Civil de Umuarama na última sexta-feira (3). Ao perceber semelhanças entre os casos divulgados e a situação enfrentada por ela, decidiu registrar a denúncia.
Conforme a Polícia Civil, o investigado utilizava redes sociais com grande alcance para divulgar cursos profissionalizantes e vagas para modelos de procedimentos capilares, principalmente mechas e coloração. As vítimas eram orientadas a realizar pagamentos antecipados para garantir participação. Em vários casos já investigados, os serviços eram cancelados sem devolução dos valores, e algumas pessoas relataram até bloqueios nas redes sociais após cobrarem ressarcimento.
As investigações já identificaram ao menos 14 ocorrências relacionadas ao suspeito, mas a polícia acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e perfis utilizados na divulgação dos anúncios.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem uma delegacia para registrar boletim de ocorrência e contribuir com o andamento das investigações.
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