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Uma ação rápida da Polícia Militar impediu um desfecho ainda mais grave para uma jovem de 19 anos e seu filho de apenas um ano, vítimas de um caso de extrema violência doméstica registrado hoje (17), em Iporã. Um homem de 29 anos foi preso em flagrante acusado de manter mãe e criança em cárcere privado, descumprir uma medida protetiva de urgência e submetê-las a ameaças de morte.
O caso teve início durante a madrugada, quando, segundo relato da vítima, o agressor invadiu sua residência mesmo estando proibido judicialmente de se aproximar dela. Conforme a denúncia, ele passou a ameaçar matar a mulher e o bebê, obrigando ambos a deixar a casa contra a vontade.
Sob intenso medo e sem possibilidade de reação, a jovem foi forçada a acompanhar o suspeito até o terminal rodoviário de Iporã. O objetivo, segundo informou à polícia, era embarcar em um ônibus com destino a outro município, mantendo-a sob constante vigilância.
Ainda de acordo com a vítima, o homem utilizava um aparelho de choque elétrico para intimidá-la e impedir qualquer tentativa de fuga ou pedido de ajuda. A situação só mudou quando ela conseguiu, discretamente, pedir socorro a um comerciante nas proximidades da rodoviária. O homem acionou imediatamente a Central de Operações da Polícia Militar pelo telefone 190.
As equipes policiais chegaram rapidamente ao local e realizaram a abordagem do suspeito. Durante a revista, foram apreendidos um aparelho de choque elétrico e dois telefones celulares que estavam em posse do investigado.
A Polícia Militar constatou ainda que o homem já era alvo de uma medida protetiva de urgência, imposta justamente em razão de episódios anteriores de violência doméstica. O descumprimento da determinação judicial agravou a situação e reforçou os indícios dos crimes apurados.
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça para a adoção das medidas cabíveis.
A jovem recebeu atendimento e proteção da equipe policial e manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor. Segundo ela, além das ameaças sofridas naquele dia, vinha sendo submetida há longo tempo a violência psicológica, intimidações e constantes ameaças.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de violência doméstica, ameaça, descumprimento de medida protetiva, sequestro e cárcere privado. A ocorrência reforça a gravidade da violência contra a mulher e a importância de denúncias rápidas para impedir que situações como essa terminem em tragédia.
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