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Gaeco mira patrimônio milionário de policial civil em operação contra lavagem de dinheiro

Investigação apura suposta organização criminosa e resulta no bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens e ativos financeiros no Oeste do Paraná

28/07/2026 às 17h00
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou hoje (28) a Operação Paralelo Infame, que investiga um policial civil de Foz do Iguaçu e particulares suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio de origem ilícita.

A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Estado.

Por determinação da 2ª Vara Criminal da Comarca de Foz do Iguaçu, a Justiça também autorizou o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão, registrados em nome dos investigados, avaliados em aproximadamente R$ 2.285.300,00. Além disso, houve o bloqueio de bens, contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 6.520.000,00.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam aparelhos celulares, documentos, dinheiro em espécie e diversos objetos considerados relevantes para o avanço das investigações. Também foram recolhidos artigos de luxo supostamente ligados ao esquema, entre eles um piano de cauda, guitarra, violão e bolsas de grife, que passarão por análise dos investigadores.

Segundo o Ministério Público, a investigação começou em outubro de 2024, após a prisão do policial civil por tráfico de drogas, em Cascavel. A partir das diligências realizadas, surgiram indícios de que o agente teria acumulado um patrimônio incompatível com sua renda declarada, utilizando terceiros para ocultar bens e realizar negociações imobiliárias destinadas a dissimular a origem dos recursos.

Conforme o Gaeco, o policial investigado permanece preso em decorrência de outros fatos já apurados anteriormente. A nova operação busca aprofundar a investigação sobre a suposta estrutura financeira utilizada para ocultação de patrimônio e possível atuação de colaboradores no esquema.

As provas apreendidas serão analisadas pelo Ministério Público e poderão reforçar a apuração dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Paralelo Infame representa mais uma ação do Gaeco voltada ao combate à corrupção, à criminalidade organizada e à recuperação de ativos obtidos de forma ilícita no Paraná.

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