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Ministério Público denuncia 15 pessoas por golpes bancários e lavagem de dinheiro

Grupo investigado na Operação A Rede teria causado prejuízo superior a R$ 1,4 milhão em fraudes contra vítimas de sete estados

05/08/2026 às 10h00
Por: Alex Miranda
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Arquivo - MPPR
Arquivo - MPPR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia contra 15 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. A denúncia foi apresentada pelo Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação A Rede, e já foi recebida pela Justiça.

De acordo com o MPPR, o grupo mantinha uma falsa central telefônica em Ponta Grossa, utilizada para aplicar golpes em correntistas de instituições financeiras de diferentes regiões do país. Os integrantes também recorriam a páginas falsas na internet e links maliciosos para obter informações bancárias das vítimas e acessar indevidamente as contas.

A investigação apontou que os crimes ocorreram entre agosto de 2024 e outubro de 2025. Nesse período, pelo menos 11 vítimas foram identificadas em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas.

Somados, os prejuízos provocados pelas fraudes ultrapassam R$ 1,4 milhão.

Os 15 denunciados respondem, conforme a acusação, pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Para os apontados como integrantes da liderança do grupo, as penas máximas previstas para os crimes atribuídos podem superar 12 anos de prisão.

Bloqueio de Bens

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos provocados às vítimas.

Como forma de garantir eventual ressarcimento dos prejuízos e assegurar o perdimento de bens relacionados aos crimes, a Justiça já determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias pertencentes aos denunciados.

A medida busca preservar patrimônio que possa ser utilizado posteriormente para reparar parte dos prejuízos causados pelas fraudes.

Prisões

Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente, segundo o Ministério Público. Um dos apontados como líder da organização criminosa está foragido.

Com o recebimento da denúncia, o processo segue na Justiça, que deverá dar continuidade à ação penal e à análise das acusações apresentadas pelo Gaeco. As responsabilidades individuais dos denunciados ainda serão definidas no decorrer do processo.

 

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