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Uma nova ofensiva contra o crime organizado foi deflagrada na manhã de ontem (sexta-feira, 7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, em conjunto com a Polícia Militar do Paraná. A Operação Passiflora II cumpriu cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nos municípios de Londrina, no norte do Paraná, e Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, como parte de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da 5ª Vara Criminal de Londrina e representam mais uma etapa de um trabalho de inteligência desenvolvido pelo Gaeco em parceria com a Agência Regional de Inteligência do 2º Comando Regional da Polícia Militar.
Segundo o Ministério Público do Paraná, a atual fase da investigação teve origem na análise do telefone celular do principal investigado, apreendido durante a primeira etapa da operação. A partir das informações extraídas do aparelho, os investigadores identificaram detalhes da estrutura utilizada pelo grupo para transportar grandes carregamentos de drogas entre estados.
As apurações revelaram que a organização criminosa adquiriu um veículo que passou por adaptações mecânicas para facilitar o transporte dos entorpecentes. O automóvel foi interceptado anteriormente por equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), na cidade de Iguatemi (MS). Na ocasião, o motorista conseguiu fugir, mas abandonou um carregamento de aproximadamente 350 quilos de drogas, entre maconha e skank.
As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre seus integrantes. Além da liderança responsável pela coordenação das atividades, havia pessoas encarregadas da negociação com fornecedores, da logística, da manutenção dos veículos utilizados no transporte e do custeio das viagens realizadas por motoristas contratados exclusivamente para percursos de longa distância.
O esquema também mantinha contato com fornecedores instalados em cidades da faixa de fronteira com o Paraguai, responsáveis pelo abastecimento das cargas ilícitas. A droga era posteriormente distribuída para diferentes regiões do Brasil por meio de uma rede de intermediários e colaboradores.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o interesse da organização na produção e comercialização de entorpecentes de maior valor no mercado ilegal e elevado potencial de dependência, como o skank, o "ice" e o "dry", drogas que vêm ganhando espaço entre organizações criminosas devido ao alto lucro obtido com a venda.
A Operação Passiflora II prossegue com o objetivo de identificar todos os envolvidos na associação criminosa, desarticular sua estrutura financeira e impedir que novos carregamentos de drogas cheguem aos centros de distribuição no país.
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