O Dia Mundial de Conscientização do Autismo teve uma grande passeata ontem (quarta-feira, 2), na região central, promovida pelo Instituto de Atendimento ao Indivíduo com Transtorno do Espectro Autista (IAITEA). Familiares de pessoas no espectro autista, autoridades e a comunidade em geral se reuniram na Praça Arthur Thomas por volta das 9h e desceram pela avenida Paraná até a sede do instituto, na esquina das ruas Paulo Pedrosa de Alencar com governador Ney Braga.
A secretária municipal de Saúde, Lisbeth Scanavaca, prestigiou a passeata. Ela lembrou que Umuarama conta hoje com uma das clínicas mais modernas do Estado para acompanhamento a pessoas com autismo, dotada de infraestrutura e um grande quadro de profissionais capacitados e comprometidos com o atendimento, sob a coordenação da servidora Dayse Valeria Moreira André, além de atenção especial nas unidades de saúde e no sistema educacional.
A passeata teve faixas, cartazes, balões coloridos e personagens de histórias em quadrinhos muito animados, conscientizando a população que autismo não é doença, mas uma condição neurológica individualizada cujos efeitos podem ser minimizados com acompanhamento e intervenções adequadas.
O transtorno se manifesta na infância e permanece ao longo da vida, afetando o desenvolvimento da criança nas áreas da comunicação, interação social e comportamento, em níveis que variam de acordo com a necessidade de suporte.
Um autista pode apresentar dificuldade de relacionamento, choro ou risadas inadequadas, brincadeiras incomuns, atraso ou ausência de fala, hiperatividade ou passividade extrema, falta de consciência do perigo, dificuldade de aceitar mudanças de rotina e apego excessivo a determinados objetos, entre outros sintomas.
“Alguns símbolos foram criados para conscientizar e estimular a inclusão das pessoas com TEA, cada um com seu significado especial. O IAITEA adotou a borboleta, para representar a transformação e o crescimento possível às pessoas com autismo, refletindo a ideia de que, com o apoio certo, elas podem atingir todo o seu potencial”, definiu a coordenadora Deyse André.
Colaboradores do instituto distribuíram panfletos ao longo do caminho à população. A finalidade foi despertar a atenção para o dia do autismo, criado em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para levar informação à população a fim de promover conhecimento e reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos com transtorno do espectro autista.
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