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Os moradores do Paraná podem enfrentar um novo aumento na conta de energia elétrica nos próximos meses, caso avance a proposta de reajuste apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A revisão prevê uma elevação de 19,2% na tarifa, o que pode refletir diretamente no orçamento de milhões de consumidores em todo o estado.
Se confirmada, a mudança passará a valer a partir de 24 de junho, elevando o valor do quilowatt-hora para residências e ampliando o peso das despesas mensais. O reajuste faz parte do processo de revisão tarifária periódica, que ocorre a cada cinco anos para reavaliar custos operacionais, investimentos e outros fatores que influenciam a distribuição de energia.
O percentual proposto neste ciclo, no entanto, chama atenção por ser significativamente superior ao aplicado em revisões anteriores. O último ajuste, realizado em 2021, ficou abaixo de 10%, o que evidencia o salto previsto agora e aumenta a preocupação entre consumidores e especialistas.
De acordo com a Aneel, o aumento está ligado principalmente à elevação dos custos com transmissão de energia e aos encargos setoriais, além de ajustes financeiros que deixaram de ser considerados neste novo ciclo. A proposta inicial indicava um índice ainda maior, mas houve revisão após questionamentos da concessionária responsável pelo serviço no estado.
Atualmente, a Copel atende milhões de unidades consumidoras no Paraná, sendo a maior parte composta por residências. Ainda assim, apenas uma fração do valor pago pelos usuários permanece com a distribuidora, enquanto o restante é direcionado à compra de energia, transmissão e tributos.
O possível reajuste reacende discussões sobre a estrutura tarifária no Brasil, frequentemente apontada como complexa e onerosa. Para muitas famílias, o aumento representa mais um desafio em meio ao custo de vida já elevado.
A população ainda pode participar do processo de análise por meio de contribuições públicas encaminhadas à Aneel. Antes da decisão final, também está prevista a realização de audiência para debater o tema. Enquanto isso, a expectativa gera apreensão entre consumidores que já sentem o impacto da energia no orçamento doméstico.
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