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Paraná participa da Pesquisa Nacional de Saúde com coleta inédita de exames em moradores

IBGE e Ministério da Saúde, desenvolvem avaliação que percorre 149 municípios paranaenses com a meta de visitar 5.850 domicílios no Estado até novembro

07/08/2026 às 17h46
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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O Paraná integra a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), o mais abrangente diagnóstico sobre as condições de vida, acesso aos serviços e fatores de risco da população brasileira. Promovido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde, o levantamento percorre 149 municípios paranaenses com a meta de visitar 5.850 domicílios no Estado até novembro. A relação das cidades não foi divulgada pelo Instituto.

A Secretaria de Estado da Saúde faz o alerta para que a população fique atenta e receba os pesquisadores do IBGE a fim de contribuir para o levantamento.

A grande novidade desta edição é a inclusão da coleta de biomarcadores, que são  exames laboratoriais gratuitos de sangue e urina, em uma parcela dos participantes. O objetivo do estudo é mapear a saúde real dos brasileiros para embasar o planejamento de políticas públicas, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e o aprimoramento das estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse levantamento traduz em dados como as pessoas vivem, quais doenças crônicas mais afetam as famílias, como os hábitos diários influenciam o bem-estar e de que forma a população utiliza as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os serviços especializados.

Com esses dados atualizados, os gestores públicos conseguem direcionar recursos com maior precisão, criar campanhas de prevenção mais eficientes e adaptar os atendimentos regionais às reais necessidades da população paranaense.

COMO FUNCIONA

Nas residências sorteadas para a amostra, os entrevistadores do IBGE aplicam questionários sobre características do lar, histórico de saúde e hábitos de vida. Pessoas a partir de 12 anos respondem a perguntas gerais, enquanto seções específicas são direcionadas a moradores com 15 anos ou mais.

Além das perguntas, os agentes fazem medições físicas simples, como aferição da pressão arterial, peso e altura. A coleta de exames laboratoriais traz um avanço inédito para a pesquisa, permitindo identificar diagnósticos precoces de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e outros fatores metabólicos que muitas vezes não apresentam sintomas imediatos.

Neste ano, uma subamostra de moradores com 35 anos ou mais será selecionada em municípios da Região Metropolitana de Curitiba para participar das coletas. As amostras de sangue e urina são colhidas por profissionais de saúde habilitados (técnicos de enfermagem), em ações viabilizadas em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e a Rede Dasa Hospital Israelita Albert Einstein.

O painel inclui hemograma completo, perfil lipídico, que mede o nível de gordura no organismo, como colesterol e triglicerídeos; hemoglobina glicada, para diagnóstico e controle de diabetes; creatinina e ácido úrico, que avaliam a função renal; sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e dosagem de metais pesados, como chumbo e mercúrio.

Os participantes receberão os resultados de seus exames gratuitamente por meio de uma plataforma online segura, podendo utilizar os laudos em suas consultas de rotina na rede de saúde.

SEGURO

A participação da população é essencial para que o levantamento retrate fielmente a realidade local. Para garantir a segurança dos moradores, todos os pesquisadores atuam devidamente identificados. Os entrevistadores vestem o colete azul do IBGE, utilizam crachá de identificação visível no peito e usam o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC).

Antes de abrir a porta ou responder às perguntas, o morador pode checar a autenticidade do agente informando o nome ou número de matrícula do pesquisador no site respondendo.ibge.gov.br ou pelo telefone gratuito 0800 721 8181.

 

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