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A Polícia Civil de Umuarama prendeu temporariamente dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato de Adriele Priscila Lima da Rosa, de 25 anos, executada a tiros na madrugada do último dia 24 de abril, no Conjunto Residencial Sonho Meu. A prisão ocorreu ontem (7), após avanço das investigações conduzidas pela delegacia responsável pelo caso.
O crime causou forte comoção em Umuarama pela violência da ação e pelas circunstâncias em que ocorreu. Adriele estava dentro de um Hyundai Azera acompanhada de um homem de 29 anos e da filha de apenas 7 anos, que ocupava o banco traseiro do veículo, quando os ocupantes de outro automóvel emparelharam e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A jovem foi atingida por vários tiros e morreu após ser socorrida ao hospital.
Segundo as investigações, o homem que estava no banco do passageiro afirmou à polícia que ele seria o verdadeiro alvo do atentado. Em depoimento, ele apontou diretamente a identidade do suposto atirador e também do possível mandante do crime. Conforme a Polícia Civil, os dois investigados possuem antecedentes criminais ligados a tráfico de drogas, roubo, ameaça, porte ilegal de arma e adulteração de sinal identificador de veículo.
A testemunha relatou que o grupo foi interceptado por outro carro e que um dos ocupantes desceu efetuando vários disparos contra Adriele, que conduzia o veículo. A polícia acredita que o executor não percebeu que o suposto alvo estava no banco do passageiro.
Na época do homicídio, a cena encontrada pelas equipes de socorro e policiais foi descrita como brutal. Diversos estojos de munição calibre 9 milímetros ficaram espalhados pela via, enquanto o veículo apresentava múltiplas perfurações provocadas pelos disparos. A principal linha de investigação desde o início apontava para uma execução planejada.
Com base nos depoimentos e demais elementos reunidos durante a apuração, a autoridade policial representou pela prisão temporária dos suspeitos por 30 dias, medida autorizada pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público.
Os investigados compareceram à delegacia acompanhados de advogado e negaram participação no homicídio. Eles entregaram espontaneamente aparelhos celulares e outros vestígios que poderão auxiliar no andamento das investigações.
Um dos suspeitos também apresentou uma pistola calibre 9 milímetros, alegando que portava a arma dias antes do crime em razão de um desentendimento com um desafeto. O armamento foi apreendido e será submetido à perícia técnica para confronto balístico com os estojos recolhidos no local da execução.
Os dois homens permanecem presos na Cadeia Pública de Umuarama. A prisão temporária tem validade inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada caso a Polícia Civil considere necessário para a conclusão das investigações.
A morte de Adriele voltou a levantar debates sobre a escalada da violência ligada a disputas criminosas em Umuarama. O caso segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades policiais.
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