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Um morador de Alto Paraíso, no Noroeste do Paraná, foi vítima de um golpe de estelionato eletrônico após criminosos se passarem por integrantes de um escritório de advocacia. O caso foi registrado pela Polícia Militar ontem (12), na área rural do município.
De acordo com informações repassadas pela vítima aos policiais, os golpistas entraram em contato por meio de aplicativos de mensagens e ligações telefônicas alegando tratar de assuntos relacionados a uma ação judicial em andamento. Durante a conversa, os criminosos afirmaram que seria necessário realizar um procedimento financeiro vinculado ao suposto processo.
Convencida de que falava com profissionais da advocacia, a vítima seguiu as orientações recebidas pelos suspeitos. Os autores enviaram um link e instruíram o morador a efetuar um pagamento via PIX, sob a justificativa de que a transferência fazia parte da liberação ou andamento da ação judicial.
Após concluir a operação bancária, no valor aproximado de R$ 15 mil, a vítima percebeu que havia sido enganada. Em seguida, procurou a instituição financeira na tentativa de bloquear ou estornar a transferência, mas o dinheiro já havia sido enviado aos criminosos.
Diante da situação, o morador acionou a Polícia Militar, que registrou o boletim de ocorrência e encaminhou o caso à Polícia Civil, responsável pelas investigações.
A ocorrência acende um alerta para um tipo de golpe que vem crescendo em diferentes regiões do país: criminosos utilizam dados pessoais, nomes de escritórios de advocacia e informações sobre processos judiciais para ganhar a confiança das vítimas e solicitar pagamentos indevidos.
Segundo a Polícia Militar do Paraná, é fundamental desconfiar de mensagens, ligações ou links enviados por desconhecidos, especialmente quando envolvem promessas de liberação de dinheiro, causas judiciais, benefícios financeiros ou pedidos urgentes de transferência bancária.
A orientação é para que qualquer informação relacionada a processos seja confirmada diretamente com o advogado responsável, utilizando canais oficiais e contatos já conhecidos pela vítima. A PM reforça ainda que escritórios de advocacia não costumam solicitar depósitos inesperados ou transferências imediatas por aplicativos de mensagens.
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